Para os judeus, por exemplo, não há sentido no Natal cristão, já que o Judaísmo não reconhece Jesus de Nazaré como messias. Entretanto, no calendário judaico existe o Hanuká, a Festa das Luzes, realizada em dezembro. O consultor empresarial judeu, Abraham Shapiro, explica que a primeira noite de Hanuká começa após o pôr-do-sol do 24º dia do mês judaico de Kislev e é comemorada por oito dias. Como o calendário judaico é luni-solar, as datas variam em relação ao calendário utilizado comumente e o Hanuká pode até mesmo coincidir com o Natal. Este ano, a festa começou dia 01/12.
O Hanuká celebra o dia em que os judeus venceram o exército de Antíoco e libertaram Jeru-salém, purificando o Templo Sagrado. Na ocasião, foram acesas as lâmpadas dos candelabros e a celebração durou oito dias entre sacrifícios e músicas. Ainda segundo o Judaísmo, o milagre do Hanuká ocorreu quando as luzes do candelabro ficaram acesas por oito dias, sendo que a quantidade de azeite puro era suficiente para apenas um.
Por esse motivo, explica Shapiro, durante o Hanuká é aceso um candelabro de nove braços, oito deles são para lembrar o milagre e o outro é um auxiliar para o acendimento das demais velas. ‘‘A cada noite um nova vela é acrescentada até que se completem as nove’’, conta Shapiro. A festa também é marcada por outras tradições, como o costume de servir sonho com geléia e panquecas de batata, além da brincadeira com o ‘‘sevivon’’, pião que possui em cada lado as iniciais da frase ‘‘nes gadol hayá sham’’ (um grande milagre aconteceu lá - em Israel). (M.F.)

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