Festa da vitória reuniu milhares na Boca Maldita
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domingo, 29 de outubro de 2006
Flora Guedes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A disputa acirrada pelo governo do Estado colaborou para que a vitória fosse ainda mais comemorada. Pelo menos foi o que transpareceu na festa organizada pela campanha de Requião, ontem à noite, na Boca Maldita, no Centro de Curitiba. Fogos de artifício intermináveis, dois carros de som (havia a promessa de que chegaria mais um trio elétrico), discursos exaltados e muita excitação por parte da militância, que gritava no alto-falante que da Boca Maldita ''ecoava o canto de guerra e de vitória nas eleições do Paraná''.
Estima-se que milhares de pessoas se reuniram no local, que num primeiro olhar, pareciam divididas igualmente para festejar os reeleitos (Requião e Lula), assim como os jingles das respectivas campanhas se revezam nos carros de som. O vice-governador reeleito, Orlando Pessuti era uma das figura disputadas da festa. Os presentes na comemoração queriam dar um aperto de mão ou um abraço nele, que reconheceu nos pequenos municípios do Estado os votos que possibilitaram a vitória.
''Nas grandes cidades como Ponta Grossa, Curitiba, Londrina, Maringá nós perdemos. Ganhamos onde sobressaiu o trabalho dos prefeitos, vice-prefeitos, dos vereadores e da militância que foi de casa em casa pedir voto'', avalia Pessuti. ''Não obtivemos boa resposta com a campanha na grande mídia. Estávamos confiante todo momento, mas sabíamos que seria difícil porque as pesquisas mostravam um empate técnico'', disse o vice-governador. Pessuti prometia deixar a festa cedo, já que teria que trabalhar no dia seguinte.
Para os militantes, a vitória era esperada. ''Eu tinha como certa porque o Paraná não poderia retroceder. Apesar de algumas divergências quanto a personalidade dele, a posição política do Requião é mais parecida com a qual acredito'', justifica o militante petista Adenival Gomes, de 54 anos. De acordo com Antônio Caccia, responsável pelo Movimento Revolucionário 8 de Outubro e que estava à frente da organização da festa na Boca Maldita, eram aguardados cerca de 30 mil militantes de todo o Estado, incluindo os partidos de apoio no segundo turno. ''Para a festa ficar completa, a gente aguarda o Requião. Pode ser que ele chegue também e se junte a nós'', esperava Caccia.


