Os milhares de pessoas que participaram ontem da festa do Imin 90 em Rolândia vieram de diferentes cidades, regiões e estados brasileiros. Os portões do local do estacionamento no Centro Agrícola foram abertos para a entrada dos primeiros ônibus às 3 horas da madrugada. Os ônibus fretados por clubes ligados à colônia nipônica, escolas e prefeituras chegavam lotados de crianças, jovens e adultos.
Estudantes de Curitiba marcaram presençaQuando o movimento aumentou, entre 9 e 10 horas, centenas de coletivos e automóveis já estavam estacionados sobre a plantação de trigo ainda novo. As placas indicavam as diversas origens: Maringá, Campo Mourão, Curitiba, Joinville (SC), Marília (SP), Goiânia (GO), além de outras cidades de São Paulo e Minas Gerais. Vanessa Saito e Tatiana Kametani também vieram de Curitiba.
A chuva prevista não caiu, facilitando o acesso e a movimentação das pessoas pelas imediações não asfaltadas do parque, fora das duas grandes lonas onde aconteceram as cerimônias com autoridades e festividades, das 10 às 16 horas. O clima foi de alegria, festa e confraternização entre a multidão que acompanhou pelos alto-falantes os discursos e apresentações artísticas.
Os visitantes que não tiveram acesso às lonas instaladas espantaram o frio intenso e o forte vento nas dezenas de barracas que vendiam quentão, carrocho-quente, sucos, refrigerantes e comidas japonesas típicas. A viúva Ideko Hunitaki, 71 anos, veio de Curitiba em ônibus de excursão. Ela não viu o presidente Fernando Henrique Cardoso e nenhuma outra autoridade. Preferiu gastar o tempo passeando com o neto Daniel, de 6 anos, por entre os ônibus no estacionamento.
Dona Ideko e o neto Daniel: passeio‘‘A viagem, durante toda a noite, foi um pouco cansativa, mas valeu a pena. A festa está muito bonita, com bastante gente. Esta é a primeira vez que venho à Imin, e estou gostando muito apesar de ter ficado do lado de fora porque lá dentro está lotado e o espaço não é bom para meu neto’’, comentou Ideko, que esteve em Rolândia com toda a família.
As estudantes Marina Hara, Isa Imay, Vanessa Saito e Tatiana Kametani também vieram da Capital em um dos dez ônibus fretados pelo Clube Nikkey. ‘‘A festa está muito boa, muito animada. Já encontramos vários amigos de outras cidades que não víamos há anos. O passeio serve como uma espécie de grande excursão’’, comentou Marina, que é filha do vereador curitibano Rui Hara.
Vanessa gostaria de ter visto o presidente Fernando Henrique Cardoso mais de perto, mas se disse satisfeita com o aceno que ele fez às pessoas a uma distância de aproximadamente 50 metros, no percurso entre o helicóptero e o circo das solenidades oficiais. ‘‘Lá nas lonas não conseguimos entrar, mas tudo bem. Aqui nos espaços das barracas, a festa está muito animada e divertida. Valeu a viagem’’, afirmou, lembrando que a maioria das pessoas que vieram de Curitiba era formada por adultos de idade mais avançada.
Terminados os discursos e as cerimônias, por volta das 11h30, a Imin ganhou definitivamente um clima misto de feira agropecuária com festa folclórica e junina. Houve apresentações de grupos de danças típicas representando os diferentes povos presentes no Norte do Paraná desde as primeiras décadas deste século, além da participação de muitas fanfarras e bandas marciais. ‘‘Esta festa é muito boa para a nossa cidade, que tem a sua imagem divulgada no Brasil inteiro pelas televisões e toda a imprensa. Pena que ela só ocorra de dez em dez anos’’, ressaltou o comerciante Miguel dos Santos Reis, morador de Rolândia.

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