Ferrovia como ponto de partida
A história recente da ocupação territorial de Pinhais tem as suas raízes ligadas à construção da Ferrovia Paranaguá-Curitiba, inaugurada em 1885. Além da estação, outro fator foi a implementação da indústria Cerâmica Weiss, que a partir da década de 1910 tornou-se uma das unidades produtivas mais dinâmicas do Paraná. A fábrica não existe mais.
A história da cerâmica se integra significativamente na história de Pinhais e seus moradores. Vários dos antigos habitantes trabalharam na indústria ou tiveram algum tipo de relação com ela.
A cerâmica iniciou as atividades 13 anos após a abertura da estrada de ferro. Num primeiro momento, a atividade industrial ainda incipiente, visava atender à região e arredores de Curitiba.
Em 1912, Guilherme Weiss comprou a cerâmica de propriedade da família Torres. Ele importou novos maquinários e ampliou consideravelmente a capacidade de produção.
Juntamente com a chegada desses novos equipamentos, também foi necessário trazer mão-de-obra especializada. Para tanto, foram construídas muitas residências, formando um vila operária.
Muitas famílias fixaram-se definitivamente na região. Alguns operários foram trabalhar diretamente na fabricação de telhas e tijolos, outros na extração do barro.
A vila era dotada de certa infra-estrutura, pois junto aos barracões foi construído um armazém responsável pelo abastecimento de cereais e outros gêneros alimentícios.
No auge de funcionamento da Cerâmica, mais precisamente entre as décadas de 1920 e 1960, o conjunto de residências dos trabalhadores da indústria Weiss chegou a um número aproximando de 300 casas.
No final da década de 1930, com o falecimento de Guilherme Weiss, seu genro, Humberto Scarpa, assumiu a direção da indústria. Scarpa conduziu os negócios da fábrica até a década de 1960, quando resolveu desativar os trabalhos da cerâmica e iniciou o processo de loteamento das terras, dando origem a vários bairros que hoje integram o município de Pinhais. As informções são da Prefeitura de Pinhais.





