Albari RosaDagmar Vicente de Castro vai aproveitar o carnaval para ajudar as pessoas a se conhecerem melhor

Quando o discípulo disse ao mestre que gostaria de enxergar a si mesmo, o mestre levou-o à beira de um lago e disse-lhe para olhar seu reflexo na superfície da água. Mas, assim que o discípulo inclinou-se para fazê-lo, o mestre agitou a água com a mão. Indignado, o discípulo reclamou que, com tanta agitação, seria impossível enxergar alguma coisa. ‘‘Isso mesmo. É preciso quietude e interiorização para conhecer a si mesmo’’, ensinou o mestre.
Histórias como esta recheiam os domingos da empresária Dagmar Vicente de Castro, que promove cursos dentro de um projeto batizado de ‘‘Educação para a Ação’’, voltado para pessoas que querem ficar de bem com a vida. Inspirada nas teorias da neurolinguística, que valorizam a auto-estima e partem da linguagem como criadora de uma nova realidade, Dagmar montou uma empresa, a InterAction, que lida basicamente com ferramentas para que o indivíduo se relacione melhor consigo e com os outros.
Para os céticos, as metáforas de Dagmar, baseadas nos ensinamentos de Lair Ribeiro, parecem um blá-blá-blá a mais, à semelhança das dezenas de títulos de livros de auto-ajuda que abarrotam as livrarias e não saem das listas dos mais vendidos. No entanto, para quem está em busca de motivação para a vida, harmonia nos relacionamentos ou simplesmente quer contornar o pessimismo, a angústia e o mau-humor, as historinhas de Dagmar são uma ajuda mais do que bem-vinda.
Arquivo Pessoal/Dagmar de CastroVista parcial da chácara onde é desenvolvido o projeto ‘‘Educação para a Ação’’
Nesses domingos, passados em uma chácara a 20 quilômetros de Curitiba que acolhe grupos de no máximo 20 pessoas, a busca por uma melhor qualidade de vida utiliza técnicas como bio-dança, bio-energética, psicodrama, alongamento, relaxamento, programação neurolinguística e gestalt, em trabalhos em grupo. No carnaval, Dagmar pretende fazer um ‘‘retiro espiritual’’ mais amplo. ‘‘Mas não adianta ficar assistindo palestras e absorvendo informações sem colocá-las em prática’’, lembra Dagmar.
Os cursos, workshops e seminários coordenados por Dagmar passeiam por outras áreas também. Criatividade, motivação, liderança, otimização de tempo, expressão verbal, relações humanas, treinamento para vendas e como deixar de fumar são alguns dos temas. ‘‘O homem tem capacidade de fazer tudo a que se proponha, basta que use as ferramentas adequadas. Neste final de século, informação, educação e treinamento são as ferramentas’’, afirma.
Com formação em Educação Física, pode parecer estranho que Dagmar tenha se lançado em uma empreitada como essa. Nem tanto. Problemas financeiros sérios estavam não só dilapidando o grande patrimônio da família mas também seu casamento. ‘‘Decidi que não ia deixar o dinheiro acabar com a minha vida. Fiz um curso com o Lair Ribeiro e passei a encarar tudo com outros olhos’’.
Ela passou a ser menos crítica, autosuficiente e rabugenta consigo mesma, com o marido e os filhos; entendeu comportamentos da infância e estabeleceu patamares diferentes de relacionamento com a mãe, de quem ela tinha uma imagem de desamor e indiferença. ‘‘A neurolinguística é um meio para resolver conflitos internos’’, exalta.
Segundo estudos, é dos 0 aos 7 anos que se formam as crenças pessoais mais profundas. É por isso que algumas impressões nessa idade - os chamados traumas da infância - podem marcar tanto. Nos relacionamentos afetivos, é importante procurar pessoas que se encaixem nas suas crenças, senão corre-se o risco de jamais se ter um bom entendimento com o parceiro. Esta é um dos pontos trabalhados pela neurolinguística. Os interessados podem entrar em contato com Dagmar pelo telefone (041) 244-4573.

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