Férias sem aperto
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de julho de 2007
André Amorim<br> Equipe da Folha 
É preciso imaginação para entreter a criançada nestas férias de inverno. Mais ainda se o dinheiro não entra na mesma proporção da energia dos baixinhos. Se baixinho mesmo é o seu salário, não se preocupe, existem opções baratas para tornar inesquecível este período, digno de figurar no álbum de fotos da família.
Para começar, que tal um bom passeio ao museu? Curitiba está bem servida deles e a grande maioria não cobra entrada. Esse programa não é aconselhado para quem tem crianças muito pequenas, mas é diversão garantida para maiores de 6 anos, que conseguem entender advertências como ''não toque nas telas''. Diferente do que muitos pensam precipitadamente, o museu não é um local chato. Basta saber explorar suas potencialidades.
O Museu Oscar Niemeyer (MON) é uma diversão a parte. Sua arquitetura arrojada, que lhe valeu o apelido de ''Museu do Olho'', desperta o interesse da garotada, independente das obras que lá estejam expostas. Ele possui bastante espaço aberto, onde é possível pôr a criançada para brincar e logo ao lado existe o Bosque João Paulo II, que também rende um belo passeio pela história da cultura polonesa no Paraná.
Neste mês de julho o MON traz várias exposições, com destaque para a Coleção Argentina de Arte Contemporânea e para a mostra do pintor Alfredo Volpi. No olho em si (a parte mais alta do museu) está a comemorada instalação Revolver, que termina neste domingo, dia 8, onde, entre outras coisas, os visitantes podem acompanhar um ratinho (de verdade) roendo vestidos em miniatura.
Outro museu que costuma agradar a garotada é o do Expedicionário. Lá é possível saber mais sobre a participação dos pracinhas brasileiros na Segunda Guerra Mundial e sobre a batalha de Monte Castelo. Além de todo material histórico, é possível conferir réplicas em tamanho real de um avião da Força Aérea Brasileira, um tanque e um torpedo da Marinha de Guerra em frente ao edifício. Tem adulto que vira criança nestas horas.
Se museu não é o caso, existem outras opções baratas para não endividar os pais nestas férias. O Zoológico municipal de Curitiba nunca sai de moda, ainda mais agora que o espaço tem novidades, como a ilha dos macacos-prego e os filhotes de onça-pintada. A vantagem deste passeio é que ele agrada a todas as idades e, além de divertir, educa. A prefeitura mantém no local atividades voltadas à educação ambiental, onde os pequenos vão poder saber mais sobre biodiversidade e meio-ambiente.
Se o caso é sair um pouco da cidade, uma boa alternativa é o Parque Histórico do Mate, em Campo Largo. Em um antigo engenho de mate, que foi reformado para atender aos visitantes, podemos conhecer a história deste importante ciclo econômico paranaense. Além dos utensílios para preparação e transporte da erva, a garotada vai gastar energia nos 31,7 hectares de área verde do parque, equipado com lago e área de lazer.
Como vemos, com um pouco de imaginação e informação podemos tirar de letra qualquer desvantagem econômica nestas férias. Bom passeio!


