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A empresária Laura Dalcanale Alves (acima) e um grupo de curitibanos que disputou o Campeonato Paranaense de Esqui, em Falcade, Itália



Cidades exóticas, praias paradisíacas, estações de esqui, hotéis de luxo e muitas compras. Sonho de muitos, realidade de poucos. Viajar por puro prazer, sem nenhuma preocupação com o cartão de crédito, é privilégio de uma minoria. Mas, quem são estas pessoas e para onde costumam ir?
‘‘É fácil detectar este tipo de viajante: a filosofia deles não é quanto custa, mas o que há de melhor’’, explica o diretor da agência de turismo Esatur, Carlos Cesar Schaedler. ‘‘Quando apresentamos várias opções de vôos, hotéis e passeios, eles não se interessam pelo preço, mas apenas pela qualidade’’, informa.
Com mais de dez anos de experiência em turismo, Schaedler garante que o curitibano, de modo geral, viaja muito. ‘‘Eu tenho ótimos clientes, que viajam ao exterior a cada dois meses e chegam a gastar US$ 6 mil em cada viagem’’, afirma.
‘‘Estas pessoas não são aquelas que acham que em 15 dias vão conhecer a Europa toda, por exemplo. Normalmente eles permanecem cerca de 20 dias em torno de duas ou três cidades’’.
Segundo Schaedler, os ‘‘bons viajantes’’ também têm o hábito de fugir dos roteiros normalmente escolhidos pelos outros turistas. ‘‘Eles vão muito à Costa Leste dos Estados Unidos, por exemplo, sempre se hospedando nos melhores hotéis e procurando alugar os melhores carros’’.
Outra ‘‘coqueluche’’ atual, segundo informou, é Santiago do Chile. ‘‘Se alguém chegar aqui sem idéia de destino e me pedir uma sugestão, tranquilamente indicarei Santiago’’, admitiu o agente. ‘‘É uma cidade linda, que oferece muitas opções de lazer, restaurante e hotéis, e além de tudo é muito econômica’’.
Ele citou o caso do hotel Hyatt, de padrão internacional, cuja diária custa apenas US$ 146. ‘‘O mesmo hotel, em Buenos Aires, cobra US$ 322 pela diária’’, informou. Além da capital, outros locais no Chile também estão sendo muito procurados, como as estações de esqui de Portillo e Vale Nevado, além de Valparaíso, no litoral.
‘‘De um modo geral, o brasileiro de classe média e alta está descobrindo o esqui como esporte e como opção de férias de inverno’’, explica o agente. ‘‘O esporte está em ascensão’’, garante. Segundo Schaedler, está havendo uma grande tendência em procurar novamente estações que já foram ‘‘moda’’ em décadas passadas, como Bariloche ou Las Lenãs.
Outra viagem que continua sendo muitíssimo procurada nas férias de julho é a tradicional visita à Disney World, na Flórida. ‘‘A procura já foi maior, mas muitos ainda preferem esta viagem na metade do ano devido às férias escolares dos filhos’’.
Além dos clientes que ‘‘esbanjam’’ dinheiro em suas viagens, Schadler também conta com muitos representantes da classe média, que economizam durante o ano todo para viajar nas férias. ‘‘Ir ao exterior não é mais um privilégio único de quem tem muito dinheiro. A facilidade em comprar pacotes financiados está atraindo muita gente’’, conta.

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