Felipe recebeu um rim de sua mãe
O que uma mãe faria se o filho dependesse de rim novo para sobreviver e ela fosse compatível? A operadora de máquina Cristina Salvador da Costa não teve dúvidas, doou um de seus órgãos para que Felipe, de 5 anos, tivesse melhor qualidade de vida. ''Ver o sofrimento do meu filho e saber que poderia salvá-lo, dando a possibilidade dele ficar bem, motivou-me'', lembrou Cristina.
Para ela, os resultados foram tão satisfatórios que faria tudo de novo. ''Hoje o Felipe é outra criança. Antes da cirurgia não brincava, não comia, enfim, não tinha ânimo para nada. Passamos por um período difícil. Hoje vivemos alegria muito grande, não tenho como explicar.''
O problema do menino foi diagnosticado aos nove meses. Mas para fazer o transplante era preciso esperar que ele alcançasse pelo menos 15 quilos, o que aconteceu em novembro do ano passado. Ao seu modo, Felipe compreendeu tudo o que lhe aconteceu. ''O médico tirou meu rim que não funcionava mais e jogou no lixo. Depois colocou um novo no lugar. Eu nem chorei! Hoje estou mais feliz'', contou.
Entre o diagnóstico de miocardia dilatada e o transplante de coração foram oito meses de espera. Nesse período, o aposentado Mozar José Vergínio não conseguia conversar ou mesmo tomar água sem perder o fôlego. ''Comecei a passar mal em outubro de 2002. Os médicos da Santa Casa de Londrina descobriram, em janeiro de 2003, que precisava de transplante, quando entrei na fila. Em abril daquele ano, colocaram um marca-passo para ver se eu aguentava mais 30 dias'', disse.(R.N.)





