''Uma vida inteira de felicidade. Nenhum homem vivo poderia suportá-la; seria o inferno aqui na terra''. A frase do escritor e dramaturgo irlandês George Bernard Shaw retrata bem a realidade sobre o tema. Primeiro, porque nunca somos totalmente felizes e, depois, porque se isso acontecesse, provavelmente nossa vida seria monótona demais e novamente sairíamos em busca de desafios.
A psicóloga Maria Luiza Marinho reforça que, quando se consegue a felicidade total, ''ficamos felizes por algum tempo e, depois, buscamos outra coisa para sermos mais felizes. Nossa felicidade nunca está completa. Estamos sempre buscando por algo a mais''.
Uma busca incessante, como frisa a monja zen budista, Cecília Eiko Fugiwara de Freitas. ''Muitas pessoas têm a ilusão de que a felicidade é um estado permanente, mas não é. São momentos''.
Normalmente, as pessoas buscam a felicidade em coisas externas, enquanto os valores estão dentro de nós mesmos. ''O primeiro passo para ser feliz é ter paz. E isso é uma opção na vida da gente'', explica Eiko. Para a monja, tudo depende do estado de espírito da pessoa. ''Se você se levanta e está chovendo, o seu dia vai depender da sua reação. Você pode achar ruim e se irritar ou pode achar bom, porque a chuva é necessária. Nesse momento você decidiu se seu dia será feliz ou não''.
Com a prática do auto-conhecimento é possível desenvolver o auto-controle e entrar em outro padrão de vida. ''A felicidade depende muito de nossa mente. Devemos buscá-la nas coisas simples, pequenas. Para isso, a aceitação das situações ou a negação, reforçando o apego ao que já passou, acabam sendo aprendizado e evolução para o ser humano''.
Assim, olhar para dentro de si pode ser um exercício de evolução. ''Perceber seus sentimentos, aumentar sua consciência, descobrir sua verdadeira essência, podem proporcionar momentos de maior felicidade''.(M.O)

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