Febre amarela e dengue
se espalham pelo País
A incidência da febre amarela no Brasil aumentou significativamente nos últimos três anos. Em 1997 foram registrados três casos – menor índice da década – mas a doença atingiu 34 pessoas em 1998 e vitimou outras 70 no ano passado, configurando um aumento de mais de 100%. A maior taxa de incidência dos últimos dez anos aconteceu em 1993, com 83 casos que resultaram em 19 mortes.
O maior índice de notificações acontece nas regiões Norte e Centro-Oeste, mas este ano foram registrados vários casos na região Sudeste. Existente nas formas urbana e silvestre, a febre amarela é transmitida nas cidades pelo mosquito Aedes aegypti. Na forma silvestre, se dissemina pelo mosquito Haemagogus.
De janeiro até 28 de março, a Funasa confirmou 47 casos de febre amarela silvestre no Brasil. Foram confirmados 27 óbitos, todos de pessoas que não haviam se vacinado. Outra forma de controle é o combate ao mosquito transmissor.
Levantamento da Funasa divulgado em 29 de março aponta que os casos de dengue diminuíram em 64% no Brasil nos últimos dois anos – ano passado foram registrados 204.210 casos no país, contra 570.148 em 98. Neste ano, segundo o órgão, foram notificados 6.104 casos até a primeira semana do mês de março; o maior índice de infestação acontece no Nordeste (1.804 doentes), e os estados com maior número de notificações são Ceará (951 casos), Piauí (405) e Bahia (335).
Mas o último boletim interno (5 de março) da Secretaria de Saúde do Paraná revela uma preocupação: 1.169 casos notificados no Estado e, dentre eles, 380 confirmados. Alarmado com a disseminação das doenças endêmicas no país, o Ministério da Saúde lançou em janeiro o plano do Avança Brasil que, em quatro anos, quer reduzir em 50% os casos de dengue, malária, doença de Chagas e esquistossomose; diminuir a incidência da hanseníase em 60%, além de aumentar de 66% para 90% a taxa de casos curados; erradicar o tétano neonatal, sarampo e a raiva humana transmitida por animais domésticos; aumentar em 12% a taxa de casos curados de tuberculose; reduzir de 1,83 para 0,37, o número de casos cólera, em cada 100 mil habitantes; e manter erradicada a febre amarela urbana.

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