Fazendo a cabeça nas férias
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 17 de janeiro de 1997
Mariela de Castro Santos 
Albari Rosa
Albari Rosa
O chapéu australiano, grande hit deste verão, pode ser usado também com a aba presa e faz o maior sucesso entre homens e mulheres
Em tempos de buraco na camada de ozônio, câncer de pele e malefícios do sol, usar chapéu não é só uma questão de moda. Proteger a cabeça e o rosto do sol direto é uma necessidade para manter a pele saudável. Mas, apesar de todo o lado politicamente correto do uso, o consumidor está mesmo pensando na beleza. As pessoas escolhem seus chapéus por questões puramente estéticas. Só os carecas pensam em proteção, reforça a gerente de uma das lojas 30 Pés.
A grande moda neste verão é o chapéu tipo australiano. Até os homens que não são bonitos ficam um charme com esse chapéu, garante uma vendedora da loja Grajagan. Nas melhores praias, é o hit não só porque protege bastante, com sua aba mais longa, mas principalmente porque é bonito. Presilhas laterais permitem que se use a aba dobrada. Geralmente importado, de marcas americanas ou australianas, esse tipo de chapéu custa de R$ 40,00 a R$ 80,00 e está mais presente nas cabeças masculinas.
Um dos que apostou na nova onda foi o engenheiro mecânico Bóris Capaverde. Para enfrentar duas semanas de praia em Garopaba (SC), comprou um na Grajagan. Escolhi este modelo primeiro porque é bonito e chama a atenção, depois porque protege muito mais do que qualquer outro, afirma. Capaverde tem seus motivos: a calvície já o pegou. Além disso, ele gosta de passar o dia todo na praia. Para jogar frescobol é ótimo, porque diminui a luz nos olhos, diz. Em compensação, esquenta a cabeça e, com o tempo, o suor acaba manchando o tecido.
Nova leitura para o velho boné: aqui, com aba mais curta e corte anatômico, na concepção da Cruel Maniac
De olho na grande procura pela moda que chega à cabeça, a indústria tem apostado nas mais variadas versões. Os clássicos bonés, que há alguns anos ganharam a preferência da tribo streetwear, vêm com novidades neste verão. Uma delas é o modelo desenhado pela griffe curitibana Cruel Maniac - anatômicos, eles ficam grudados na cabeça e têm regulagem com velcro na parte de trás. Segundo Grillo, proprietário da loja, é ideal para a prática de esportes como o skate e o surfe porque a aba é curta, não atrapalhando a visão. Custa R$ 10,00, em várias cores.
O engenheiro Percival Branco tem uma coleção de cerca de 20 bonés, e não dispensa seu uso nos momentos de lazer. A maioria foi brinde de fornecedores. Branco vai trocando durante o verão conforme a vontade. Abro a gaveta e escolho um de acordo com o meu espírito do dia, diz. Só tem um que ele não empresta, não vende, não dá e mal deixa olhar: o que comprou há oito anos, em uma prova de Fórmula 1 em Hockenheim, na Alemanha. Esse é de estimação, brinca.
Para as mulheres, a Pé-do-Atleta desenvolveu um modelo de boné feminino, com aba mais longa e laterais acima das orelhas, sem deixar o boné enterrado na cabeça. O tamanho é único e as estampas e tecidos variados. Esta opção aposenta de vez as velhas viseiras, que não frequentam as areias brasileiras já há algum tempo.
De Bali, aparecem os chapéus femininos que se dobram como um leque. A aba é só na frente e um tecido estampado faz o acabamento da copa. Qualquer que seja o modelo escolhido, na verdade, o que vale é proteger-se do sol e destacar-se na multidão que lota as praias brasileiras nesta época do ano.
Boné do Chaves para surfistas
Com abas que prendem no queixo, o boné americano DKine foi especialmente desenvolvido para os praticantes de surfe


