Faxinal do Céu tem aprovação de 90% dos professores
Faxinal do Céu
tem aprovação de
90% dos professores
A experiência dos cursos e seminários de atualização e motivação profissional ministrados pela Universidade do Professor, em Faxinal do Céu, município de Pinhão, a 90 quilômetros de Guarapuava, tem garantia de aprovação de mais de 90% dos professores e diretores das escolas estaduais que já passaram por eles. Cinco pesquisadores da Secretaria da Educação foram destacados para detectar o resultado desta inovação no ensino, a partir da visão do público alvo.
Os 10% descontentes têm queixas por questões de adequação de material, entre outros problemas que não estão vinculados aos ensinamentos transmitidos. Segundo o estudo, 48% dos entrevistados consideraram os cursos bons, bem organizados e com inovações úteis para aplicação no dia a dia da transferência de conhecimento aos alunos; 42% avaliaram com índice muito bom, de grande utilidade para a vida profissional; apenas 8% consideraram regular, e os que rejeitaram o centro avançado representaram um índice insignificante.
A pesquisa vem sendo feita desde 1996 em 140 escolas. Foram entrevistados cerca de 2.000 professores e diretores, que representam qualitativamente os 55 mil professores de 2.150 escolas da rede estadual de ensino. Todos os projetos da Universidade do Professor são acompanhados pelas pesquisadoras. De outubro de 1995 a outubro de 1997, 55 mil educadores paranaenses fizeram cursos de aperfeiçoamento profissional em Faxinal do Céu.
Segundo a professora Vilma de Castro Medeiros, coordenadora do grupo de monitoramento e avaliação do Programa de Capacitação da Secretaria de Educação, a avaliação permanente dos cursos serve para definir correções e manter o interesse dos professores e diretores pelo cursos de aperfeiçoamento.
Um exemplo da eficácia das análises, conforme ela, foi a modificação dos seminários de atualização curricular, cujo formato desinteressava aos docentes. Os seminários eram baseados exclusivamente em palestras e mesas redondas, com poucas oficinas (trabalhos práticos).
Durante a pesquisa, os avaliadores observaram que os docentes não aprovaram as mesas redondas e prefiriam as oficinas. Hoje, os seminários são baseados específicamente nos trabalhos práticos, e as mesas redondas abolidas. O trabalho de monitoramento aproxima os cursos da expectativa dos professores e diretores, reforça Vilma Medeiros.
Outro exemplo tem relação com o Projeto Vale Saber, que dá uma bolsa de R$ 100,00 aos professores que desenvolverem trabalhos com os alunos em classe de aula. Até 1997, coordenadores, supervisores e orientadores das escolas não podiam participar do projeto, já que ele deveria ser desenvolvido dentro em sala. No entanto, durante as entrevistas, todos demonstravam grande interesse pelos projetos, o que fez com que o governo do Estado abrisse a possibilidade do ingresso deles em 1998.
Desta forma, o sistema pode se avaliar. Sabe-se o que está acontecendo de certo e de errado e pode-se executar as correções de rota, afirma Katya Prust, professora de Matemática e integrante do grupo de pesquisadoras. Em cada um dois 31 Núcleos de Educação no Estado o grupo tem um representante, embora os formulários sejam aplicados somente por 10 professores aposentados, que vão às escolas levantar a opinião dos profissionais.





