Favelados ganham casa
Até o final do mês, 60 famílias vão trocar barracos de uma favela localizada na asa leste de Campo Mourão por casas construídas pela Cohapar. As obras, que estão em fase adiantada, são parte da primeira etapa que visa a erradicação das favelas do município. O trabalho, no entanto, não será fácil. Estudo da própria Cohapar mostra que a cidade tem 528 famílias faveladas, o sétimo maior número do Estado, não incluindo a região de Curitiba.
A tarefa é difícil, mas já começamos a luta, diz o prefeito Tezelli. Após a conclusão das primeiras 60 unidades, outras 80 devem ser iniciadas na mesma região. Com isso, a prefeitura pretende sanar o problema na área. Depois, o desafio será ainda maior: construir casas de verdade para os mais de mil moradores da Favela São Francisco de Assis, na asa oeste da cidade. Trata-se da maior favela da cidade, com 320 barracos. Para piorar, não há áreas próximas para construir as casas, lamenta Tezelli.
As unidades do projeto são iguais às que a Cohapar constróis nos conjuntos do programa Casa Feliz. Elas têm 31 metros quadrados e são feitas através do programa de auto-gestão. Cada família recebe R$ 4 mil (R$ 2,7 mil para os materiais e R$ 1,3 mil para a mão-de-obra) em parcelas conforme o andamento da construção. A diferença está no valor das prestações. Enquanto nos conjuntos tradicionais elas são de pelo menos R$ 35,00, no desfavelamento o máximo é R$ 20,00.
Vila ruralA primeira vila rural de Campo Mourão, com 49 unidades, é uma das obras que estão sendo inauguradas pela prefeitura durante as comemorações dos 50 anos do município. A obra também envolve a Cohapar e a Caixa Econômica Federal. As casas têm 44 metros quadrados e ficam em lotes de 5 mil metros quadrados de terreno agricultável. A vila rural é uma forma de levar novamente para o campo famílias atingidas pelo êxodo rural, ressalta Tezelli. Por isso mesmo, ele já propôs à Cohapar a construção de novas vilas rurais em Campo Mourão. (S.S.)





