FASES DA VIDA - Desenvolvimento infantil: uma luta diária
PUBLICAÇÃO
sábado, 26 de abril de 2008
Paula Costa Bonini<br>Especial para a FOLHA 
Ingênua e espontânea é a criança. A presença dela transforma o ambiente e, como muitos dizem, ''enche'' a casa. A criança traz, de fato, muita felicidade, mas é preciso saber lidar com ela. Nem tudo é festa. A infância tem suas particularidades e muitas fases causam dúvidas nos pais e educadores. Educar não é tarefa fácil.
Tal constatação não esteve sempre presente na sociedade. No passado a criança já foi encarada como anônima e como um adulto em miniatura. As particularidades da infância não eram levadas em conta, mas, com o decorrer do tempo, ela passou a ser matéria de estudos e observações. Vale lembrar que foi necessária uma longa caminhada para que a criança fosse percebida em sua plenitude.
Ainda na fase intra-uterina, já exige uma série de cuidados. O psicólogo Carlos Eduardo Gonçalves explica que o útero é o ambiente onde uma vida se forma, sendo importante manter a criança em paz. Segundo ele, as invasões externas durante a gravidez, como agressão e drogas, impedem sua integração. ''Para que o bebê seja integral é preciso sentir a tranquilidade da mãe.''
Gonçalves também fala da importância de conversar com o bebê na fase intra-uterina. ''Ele vai conhecendo a voz e criando uma intimidade com ela. O bebê não entende o que dizem para ele, mas começa a reconhecer a voz e sentir o carinho que ela passa'', explica.
Grávida de 8 meses, a comerciante Patrícia P. Teló tem o hábito de conversar com a filha. ''Meu marido também conversa com ela e fazemos muito carinho na barriga'', conta. Patrícia, que espera Ana Laura, sua primeira filha, acredita que o bebê sente tudo. Por isso, também costuma ouvir música clássica. ''É um ser vivo que está crescendo dentro de mim. É preciso carinho e cuidado'', considera.
Depois do nascimento, o psicólogo chama a atenção para a fase da amamentação. ''É importante a criança buscar o seio da mãe e não impor o leite materno.'' Segundo ele, não existe uma idade ideal para o desmame, mas, vale ressaltar, não é aconselhável amamentar por um período muito longo.
A nutricionista Patrícia André, mãe de Yasmin, nove meses, pretende desmamar a filha quando ela completar um ano. A partir dos seis meses, ela começou a dar outros alimentos, como papinha e frutas. Mas, ainda assim, a procura pelo seio continuou e o pediatra orientou a amamentação até os 12 meses.


