Enquanto a americana Cecilia Arnberg acha fácil chegar de ônibus ao Largo da Ordem, um de seus lugares preferidos, o professor francês Yann Meur reclama da chuva
Alguns dos novos moradores da capital vêm de longe mas estão apenas de passagem. É o caso do doutor em Matemática Sun Wenger, professor da Universidade de Nanquim (China), há um ano lecionando no curso de pós-graduação na UFPR. Wenger, que já percorreu os cinco continentes ensinando matemática, afirma que Curitiba não fica atrás das cidades do Primeiro Mundo. ‘‘É um lugar bonito, arborizado. Nos finais de semana gosto de caminhar pelos parques’’, diz.
O professor tece elogios também ao sistema de transporte coletivo, do qual é usuário, mas critica certas deficiências. ‘‘Não há sinalização de ruas, pontos de ônibus e número de casas’’.
Este é um senão compartilhado pela professora de balé Martina Hofes. Ela e o marido, professor de alemão na Escola Suíça-Brasileira, vieram da Suíça há dois meses e pretendem ficar por três anos. Na peregrinação diária em busca de um imóvel para alugar, Martina notou que a sinalização no perímetro urbano é precária, e os curitibanos dirigem de maneira confusa. ‘‘Curitiba lembra uma cidade européia’’, diz.
O que mais encanta os estrangeiros, especialmente os quem vêm de territórios apertados como o Japão, são as vastas áreas verdes - são 52 metros quadrados por habitante - e o tamanho dos imóveis. ‘‘Confesso estar fascinada. Tem espaço para todos, algo que não temos no Japão’’, diz a secretária japonesa Nami Sasaki Sefrim, casada com um brasileiro e morando há dois meses em Curitiba. Ainda desambientada e com dificuldade de compreender o português, Nami aposta que vai se acostumar facilmente na cidade. Ela frequenta o curso de português para estrangeiros oferecido pela UFPR, e pretende obter um emprego.
Mesmo sem um trabalho definido, eles vêm. Depois de 35 anos de trabalho na fábrica da Mitsubishi no Japão, Usami Takashi trocou seu país pelo de sua esposa. Em Curitiba há um ano, ele quer abrir seu próprio negócio. Elogios ao verde e críticas ao trânsito lento na região central, comentários mais comuns entre os estrangeiros, também não fogem à regra com Takashi.

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