FAS está mapeando necessidades
Segundo o diretor de patrimônio da Secretaria Municipal de Administração, Ruy Carlos de Godoy, a área da João Dembinski, onde vivem os ciganos, provavelmente está sem infra-estrutura porque a proprietária da área, a empresa Curitiba S/A, não autorizou a instalação. ''Sanepar e Copel fazem as ligações quando o proprietário solicita, o que não deve ter havido, já que a cessão por comodato era por 90 dias e venceu em dezembro de 2004'', avaliou.
A assessoria de imprensa da Curitiba S/A informou que a área foi cedida exclusivamente para a implantação do Memorial Cigano e que não poderiam ser feitas alterações no local. Mas que, mesmo sem a execução das obras, a empresa não exigiu e nem está exigindo a saída dos ciganos do local.
Quanto a uma ajuda para a inclusão dos ciganos, o Centro de Referência à Assistência Social (Cras), ligado à Fundação de Assistência Social (FAS), comunicou que está trabalhando junto à comunidade de ciganos. Segundo a coordenadora do Cras Itatiaia, Rosângela Alves, a presença de uma unidade móvel na Paróquia São João Batista tem ajudado no trabalho.
''Estamos fazendo encaminhamentos para a Unidade de Saúde, que é a principal demanda que notamos ali por meio das visitas constantes que temos feito'', revela. Para ela, o trabalho precisa ser feito com calma, para criar vínculos. ''Eles não têm muita abertura, mas nos recebem muito bem. Então precisamos estabelecer essa relação'', explica, lembrando ainda que também está sendo feito um mapeamento de programas que podem beneficiar os ciganos. ''Em dois meses o estudo estará aprofundado'', prevê. (M.M.)





