Fantasmagoria
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Rafael Urban<br> Equipe da Folha 
A arquitetura do Jockey Club do Paraná, às margens da Avenida Victor Ferreira do Amaral, sempre chamou a atenção do fotógrafo Alexandre Mazzo, 37. Mas a primeira vez que entrou lá foi no Inverno de 2007, com o objetivo de fotografar com mais liberdade, saindo do dia-a-dia de trabalho, mais comercial. O taxista errou o caminho e Mazzo acabou entrando pelos fundos. ''O que foi um presente.'' Em um dia frio, antes das seis horas da manhã, ele entrava na pista do hipódromo. Por sorte, foi alertado por um dos funcionários: com a neblina, os cavalos não enxergam bem e ficar no caminho seria arriscado.
''Ali, do lado da pista, eu fotografava os animais surgindo em meio à neblina.'' O clima, fantasmagórico, foi capturado em lentes fixas 24 mm, com uma câmera digital Nikon®MDBO¯ ®MDNM¯ D200. Mazzo optou pelo P&B, como ele enxergou a situação desde o início. ''Às vezes, ia mesmo sem fotografar e ficava conversando ou jogando baralho com os peões e treinadores de cavalos.'' O ensaio, aos poucos, ganhou um olhar mais voltado aos trabalhadores do local. Mazzo tem retornado a cada dois meses, sempre de manhã, e prometeu que termina o projeto neste ano, com a proposta de transformá-lo em um livro e apresentá-lo em uma exposição.
Ir cedo não é apenas uma opção. ''Treino os meus cavalos entre 6h30 e 10h30. De manhã é mais fresco e o desgaste é menor para os animais'', conta Marcus Vinicius Lanza, 34, treinador de cavalos no Jockey há nove anos. Ele é o responsável por 25 animais de corrida e, atualmente, o líder das estatísticas, com 23 vitórias no ano hípico que termina no dia 30 de junho. Entre seus cavalos, que são de diferentes proprietários, estão Harley, Nespresso e Are You Ready.


