Alguns dos problemas ambientais de superação mais difíceis são aqueles ligados às dificuldades econômicas da população carente. Na bacia do ‘Cambezinho’, não é diferente: por falta de opção, inúmeras famílias ocupam áreas de preservação permanente, sem contar com sistema de fornecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, além da urbanização de vias públicas.
  Um exemplo encontrado pela Folha é o da dona de casa, Sara Arruda Campos, de 24 anos, que mora a cerca de 30 metros do leito do rio, próximo à rua Esperanto, no jardim Cilo 2. Sem alternativas à vista, a água do chuveiro, esgoto e detritos da cozinha são despejados diretamente no ‘Cambezinho’, aumentando os riscos de doença para a própria família.
  ‘‘Nunca falaram nada (poder público) que minha casa é perto do rio. Que eu saiba, a prefeitura e a Sanepar nunca vieram aqui’’, conta a moradora, casada com um servente de pedreiro, que está há seis meses na área. Questionada sobre possibilidade de desabamento em razão do terreno irregular, ela se mostra reticente. ‘‘Acho que não,
o rio é tão rasinho’’.
(F.C.)

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