O coordenador do ensino médio do Colégio Marista, Nelson Luiz Felipe Coelho, afirma que grande parte dos jovens é imatura para decidir a profissão ainda na adolescência e por este motivo várias instituições de ensino desenvolvem atividades ao longo do ano para que eles adquiram habilidades que possam ajudar no processo. "O contato com os profissionais que atuam nas diferentes áreas facilita a tomada de decisão, mas ainda assim alguns alunos precisam de uma preparação psicológica mais atenta. Neste momento o histórico de vida de cada um influencia, alguns têm mais facilidade e outros mais resistência em dar este passo", aponta.

Conforme ele, as questões econômicas, sociais e familiares também costumam interferir na escolha do estudante e um conflito com os pais pode levar o aluno a fazer uma escolha errada. "Alguns escolhem a profissão para testar os limites, por isso a orientação é tão importante nesta fase", ressalta. O coordenador destaca que a interferência dos pais prejudica a decisão dos alunos. "O bom-senso deve prevalecer neste momento. A família pode orientar os alunos, mas não pode decidir por ele", afirma acrescentando que muitas vezes a escola precisa intervir na questão orientando ambas as partes. (M.A.)

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