A rede municipal de Educação de Assaí atende 22 crianças que retornaram do Japão, muitas das quais não compreende uma palavra em português. Estas acabam se isolando dos demais colegas, o que compromete decisivamente a aprendizagem.
A secretaria de Educação, Zenídia Aparecida Correia, admite que faltou planejamento tanto para orientar as famílias que pretendiam viajar para o Japão quanto para atender as que estão retornando ao Brasil.
Ela aponta que as crianças com maior dificuldade de adaptação são aquelas que frequentavam as escolas japonesas e que não eram estimuladas pelos pais a praticarem o português, mesmo no ambiente doméstico. ''Aqueles com problemas maiores acabam se isolando das outras crianças porque não sabem se comunicar e ficam bem retraídas'', lamenta Zenídia.
Já as que estudavam em escola brasileira e que também conversavam em português carecem apenas de um período de adaptação para se familiarizarem com a linguagem pedagógica.
Para Zenídia é preciso haver um melhor planejamento desta questão, tanto aqui no Brasil quanto lá no Japão, porque a situação não é momentânea. ''Acho que esse problema ainda vai persistir por um bom tempo porque enquanto os descendentes tiverem a chance de entrarem lá para trabalhar vai haver gente querendo ir e gente de lá querendo voltar. Então, é um problema que não vai acabar com o fim da crise e isso mostra a necessidade de se fazer um planejamento tanto aqui no Brasil quanto no Japão'', afirmou. ''E é muito simples, basta que a família brasileira pratique o idioma português dentro de casa.'' (L.A.)

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