Depois de saborear os pratos servidos durante o almoço no Brickell Key, a convite da Folha, o cardiologista José Eduardo Siqueira fez comentários positivos sobre a refeição. ''Um almoço como esse está absolutamente perfeito. As pessoas que conhecem as limitações do próprio corpo devem saber o que podem e quanto devem comer. No entanto, para grande parte da população falta prudência nessa hora'', salienta o médico.
Pode-se comer de tudo, segundo o médico, mas o erro está no excesso e no horário em que as pessoas cometem extravagâncias gastronômicas, geralmente à noite.
Apesar do prato Medalhão Grelhado com Batatas e Pimentões ao Porto, conter alto valor calórico, Siqueira reforça que a quantidade servida ''estava na medida certa''. ''Durante a refeição nos foi perguntado se gostaríamos de mais pimentões. Percebi que ninguém aceitou, isso é bom, porque muita pimenta pode aumentar ainda mais o apetite'', comenta.
O hábito alimentar dos norte-americanos é um péssimo exemplo, diz o médico. Segundo ele, no Brasil, um dos principais problemas que tem sido cada vez mais comum é a obesidade infantil. ''Existe um aforismo que diz que o ideal é você ter um café da manhã de rei, um almoço de príncipe e um jantar de mendigo. Infelizmente a maioria das pessoas acaba fazendo grandes refeições à noite''.
Italianos e franceses são povos que comem bem, de acordo com Siqueira. Ele explica que na Itália toda refeição é servida em três pratos. Primeiro a massa, depois a carne e então a salada. ''São quantidades pequenas, por isso não é comum encontrar italianos tão obesos como os americanos. Comer em exagero e aliar isso ao sedentarismo é uma tragédia'', reforça.
Na França, além das refeições serem ingeridas lentamente, o povo sempre alia a comida com uma taça de vinho, o que, segundo o médico, tem sido bom para a qualidade de vida dos franceses. ''Lá sempre se comeu muito queijo amarelo, o que deveria causar níveis altos de colesterol. Mas descobriu-se que a quantidade de vinho ingerida pelos franceses acabava evitando o problema.
Ainda assim, a quantidade de vinho deve ser moderada se não, a pessoa pode não ser obesa, mas pode passar a ter problemas renais''.(F.B.)

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