Falta mata ciliar em Capivara
Com a sua bacia hidrográfica abrangendo 11 municípios no Paraná, a Represa de Capivara é a maior do Rio Paranapanema e está entre as maiores do Brasil - são 576 km quadrados com volume de água represado de 10,5 bilhões de metros cúbicos.
Só que nem tudo é festa. As reclamações dos moradores próximos às margens da represa são cada vez mais comuns, principalmente em relação ao constante sobe e desce das águas. Alguns dizem até que a Duke Energy, ultimamente, mantem o reservatório abaixo da sua capacidade máxima para prejudicar quem tem trapiches e embarcadouros na beira d'água. A Duke se defende explicando que o nível depende, exclusivamente, das chuvas. Atualmente, Capivara está com aproximadamente 50% de sua capacidade total.
O problema mais grave diagnosticado pela reportagem da FOLHA - que navegou pela represa na última semana - é a falta de mata ciliar nas margens de Capivara. É comum encontrar lavouras que chegam, praticamente, até dentro da água. Em poucos lugares se observa o reflorestamento. Pela lei ambiental, as árvores deviam ser vistas margeando toda a represa.
Segundo Wagner Ferreira, gerente de meio ambiente da Duke, desde 1999 a companhia recebe o devido licenciamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Ele ressalta que um dos programas ambientais da empresa consiste em plantar 12 milhões de mudas de árvores nativas no entorno dos reservatórios, numa extensão total de 5,5 mil km em 85 municípios em São Paulo e Paraná. ''Em 2008, temos que reflorestar mais 600 hectares''.
Em setembro de 2007, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) multou a Duke Energy em R$ 20 milhões por falta de mata ciliar em seus reservatórios no Paranapanema. Segundo o instituto, ''a Duke apresentou recurso dentro do prazo e os argumentos da empresa foram avaliados pela Procuradoria Jurídica. Estão sendo feitas vistorias e o processo continua tramitando.'' (W.S.)





