Apesar de pertencer à Infraero e ficar no aeroporto, o Teca quase não opera carga aérea. A maioria vem de navio até Paranaguá e depois de carreta para Londrina. Isso ocorre, segundo o superintendente Marcus Vinícius Pio, por falta de transportadoras aéreas. Somente a GOL oferece o serviço de carga internacional na cidade e, assim mesmo, apenas para os demais países do Mercosul. O superintendente diz já ter proposto à TAM que passe a utilizar o terminal, mas a companhia não manifestou interesse até agora.
Embora o Aeroporto de Londrina só opere voos domésticos, as cargas podem sair já desembaraçadas pelo Teca nos bagageiros das aeronaves de passageiros até os aeroportos internacionais, onde passam por conexões. Da mesma forma, podem chegar lacradas para serem desembaraçadas aqui.
Devido à falta de opções aéreas, o Teca praticamente não faz exportações. O executivo de Contas da ES Logística Internacional, Fábio Secco, lamenta o fato.
Ele utiliza o terminal em poucas situações, enviando cargas pela GOL. Além de mais cômodo, de acordo com Secco, o frete fica mais barato. "Se eu consigo enviar a carga via aérea de Londrina para ser colocada num avião cargueiro em São Paulo, por exemplo, o frete sai mais em conta. Quando eu tenho de fazer esse primeiro trecho de caminhão, fica sempre mais caro", explica.
Em nota enviada à FOLHA, a TAM Cargo informa que está "atenta às necessidades dos clientes para iniciar ou ampliar operações". E que, no momento, "há um estudo de viabilidade com foco em ampliar sua presença em importantes regiões, como Londrina". (N.B.)

mockup