A Justiça Eleitoral justificou que o problema aconteceu em horário de pico de votação, por volta do meio-dia e por volta de 16 horas. Mas o mesário Oscar Ribas, que atuou na Escola Imaculada Conceição, disse que a lentidão do processo ocorreu porque os eleitores ‘‘não sabiam votar na urna eletrônica’’.
Para os eleitores que enfrentaram filas, os atrasos aconteceram por uma série de motivos, principalmente pela decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de dar prioridade ao atendimento de idosos, gestantes, deficientes e mães com filho de colo.
O maior número de eleitores também motivou os atrasos, segundo o mesário José Carlos Mello Rocha, que presidiu a mesa da seção 177, no Colégio Rio Branco, no bairro Batel. Segundo ele, que trabalhou pela 49ª vez em eleições, a quantidade de pessoas que deveria passar por aquela seção bateu recorde este ano. ‘‘Hoje (ontem) temos 476 eleitores inscritos. Até então só tinha visto um máximo de 410’’, disse.
O profissional liberal Sérgio Calado Pereira reclamou do trabalho dos mesários que atuaram na Zona 177. ‘‘Sempre votei aqui e nunca tinha enfrentado filas’’, disse ele, que esperou 30 minutos para chegar à urna eletrônica. ‘‘Achei que o pessoal estava muito desorganizado, demorando para analisar os documentos’’, disse.

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