O objetivo número 1 do projeto de ginástica artística não era descobrir novos ginastas, mas, obviamente, surgiram talentos nos trabalhos realizados pelas escolas de Londrina. Alguns deles foram convidados a treinar gratuitamente no ginásio da Alga.
  Foi aí que surgiu um outro problema: a baixa renda das famílias das crianças impediu que elas participassem dos treinamentos, uma vez que seus pais não tinham dinheiro para o transporte.
  ‘‘Convidamos alguns meninos e meninas para treinar com a gente pois são bons atletas. A maioria deles era dos distritos e somente um foi treinar’’, disse Rosana Moreira, diretora da Alga.
  Leonardo Felipe, 8 anos, foi um dos potenciais atletas que teve que dizer ‘‘não, obrigado’’, ao convite de Rosana. ‘‘Sabe o meu pai? Então, quando ele era pequeno ele fazia ginástica e eu queria ir para a Alga porque queria ser igual ele, mas não temos dinheiro. Fiquei triste’’, contou o garotinho antes de fazer uma demonstração de sua especialidade, a parada de
cabeça.
  Outro talento do projeto é Vitória da Cruz Queimado, também de 8 anos. Criada pelos tios, ela também não tem dinheiro para as passagens e viu o sonho ser abortado, ao menos por enquanto. ‘‘Tenho vontade de ser igual à Daiane dos Santos’’, disse a especialista em parada de cabeça e esquadro. (T.M.)

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