Falta consumidor com atitude, diz professora
O que falta para impulsionar o mercado dos produtos ambientalmente corretos é consumidor com atitude. As pesquisas mostram que o consumidor brasileiro tem consciência, mas quando chega na prateleira do supermercado ainda opta pelos produtos mais baratos, observa Lilian Aligleri, professora de Administração da PUC (Pontifícia Universidade Católica) em Londrina e co-autora do livro Gestão Sócio-Ambiental.
Ela afirma que os produtos ecológicos muitas vezes são mais caros porque a matéria-prima reciclada pode ter custo superior ao da matéria-prima virgem, além da exigência de mais mão-de-obra. Na prática, o consumidor no geral ainda não leva em conta os impactos da sua ação individual, na hora da compra, no mundo, avalia. Lilian fala com base em estudos feitos pelo Instituto Akatu Pelo Consumo Consciente e numa pesquisa feita com universitários e coordenada por ela em Londrina.
Por enquanto, diz a professora, as empresas que olham para o mercado externo são as que mais se preocupam em produzir com responsabilidade ambiental. A vantagem é que quando um grande puxa a linha da sustentabilidade, acaba puxando outros para este pensamento. Lilian diz que esta conduta implica em visão de futuro. No ano que vem entra em vigor a ISO 26000 (norma internacional), que trata da gestão sócio-ambiental, e vai criar novas oportunidades de mercado, destaca. (G.M.)





