Falha genética pode ser uma das causas
Diversos fatores acarretam a deficiência de crescimento. Entre eles está uma falha genética que leva à acondroplasia, nome científico dado aos anões. Essas pessoas apresentam um baixo potencial de crescimento ósseo e atingem, no máximo, 1,35 metro de altura. O especialista em endocrinologia pediátrica, Claudinei da Costa, diz que para esses casos não há muito o que fazer para tentar atingir uma estatura maior. A única terapêutica que existe é o alongamento ósseo, mas é um tratamento demorado e doloroso, salienta. Com o alongamento, a pessoa pode crescer entre 10 e 20 centímetros em média.
As pessoas com acondroplasia têm o tronco e a cabeça em tamanho normal, mas os membros - braços e pernas - não crescem em ritmo normal, por isso ficam mais curtos. Costa observa que é recomendado que as pessoas que possuem esse tipo de nanismo façam fisioterapia para fortalecer a musculatura e evitar dores. Fora a baixa estatura, não há outra característica diferente entre os anões e as pessoas mais altas. Inclusive, dois anões tem 25% de chance de ter um filho de altura normal.
Mas não é só a falha genética que leva à deficiência no crescimento. Há o nanismo hipofisário, causado pela falta do hormônio produzido pela hipófise. A maioria dos casos tem origem desde o nascimento, mas o médico explica que esse nanismo pode ser adquirido durante a vida. Uma meningite grave, desnutrição ou mesmo cirurgia craniana pode levar a isso, informa.
Para essas pessoas, existe um tratamento feito por meio da reposição do hormônio. O ideal é que ele comece assim que for detectada a falha para ter um resultado mais positivo. Costa afirma que a pessoa pode até atingir a estatura normal. O tratamento não é barato, custa entre R$ 1 e R$ 2 mil mensais, mas, segundo o médico, pode ser feito pelo SUS.
Costa enfatiza ainda que baixa estatura é diferente de crescimento deficiente. Se os pais são altos, o filho pode não estar crescendo bem e ser maior que os colegas. O importante é observar o ritmo de crescimento, explica. Ele aponta ainda que o crescimento é um dos principais índices de saúde na criança e no adolescente. É preciso ir periodicamente ao pediatra para que ele possa detectar qualquer problema, aconselha.





