Um estudo contratado pela estatal Administração da Hidrovia do Paraná (Ahrana) prevê duas possibilidades de transporte de carga no Paraná. Uma delas é pelos rios Paraná e Ivaí, com destino ao Distrito Tereza Cristina, em Cândido de Abreu. E outra, pelos rios Paraná e Tietê, com destino a Pederneiras (SP). Desses dois municípios, a carga seguiria de trem ou caminhão para os portos. No primeiro caso, para Paranaguá e São Francisco (SC), e no segundo, para Santos.
Superintendente da Ahrana, Antônio Chehin conta que o projeto prevê investimentos de R$ 25 bilhões por mais de 6 mil quilômetros de rio. "Foi um amplo diagnóstico das hidrovias da bacia do Paraná, o que inclui eclusas, dragagens, aprofundamento de leitos, enfim uma série de obras", diz o superintendente. A previsão da empresa do governo federal é realizar o projeto até 2025. "Vamos buscar cargas na porteira das fazendas", afirma. Ele ressalta que, além de grãos, etanol, areia e celulose são exemplos de produtos que poderiam ser transportados pelos rios.
Chehin esteve em Curitiba no início de setembro, onde apresentou o projeto a entidades empresariais e ao governo do Estado. Para o assessor técnico e econômico da Faep, Nilson Hanke Camargo, que assistiu a apresentação, o projeto "não faz sentido". "Não é economicamente viável levar soja até o Rio Ivaí, depois levar na barcaça até o centro do Estado, e ainda colocar no trem ou no caminhão para o porto", enfatiza.

Imagem ilustrativa da imagem Faep não acredita em hidrovias
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