Arquivo FolhaDoce concorrênciaCandidatos disputam vaga na UEL: pólo educacional atrai milhares de estudantes de várias regiões do País Ninguém duvida que grande parte do crescimento acelerado por que passou Londrina nas últimas décadas deve-se a um setor essencial: a educação. A cidade pode-se considerar privilegiada neste campo. Em 1997, segundo dados do Núcleo Estadual de Educação, mais de 100 mil alunos se matricularam para estudar em uma das 239 escolas de Londrina. São jovens que frequentam não só o ensino de primeiro e segundo graus, com ou sem formação técnica, como também aulas em escolas superiores, públicas ou privadas - além dos estudantes matriculados nos cursos preparatórios para o vestibular ou cursos de pós-graduação.
Este ano, a cidade ainda ganhou mais uma universidade, além da Universidade Estadual de Londrina (UEL): a Universidade do Norte do Paraná (Unopar), em funcionamento há mais de 25 anos em Londrina - com o nome de Faculdades Integradas do Norte do Paraná - e que agora foi reconhecida com novo status pelo Conselho Nacional de Educação. Mas Londrina é realmente um pólo educacional?
O secretário de Educação do município, Dorival Perez, acha que sim. E por um motivo muito simples: ‘‘É pólo porque atrai alunos de outras regiões. Hoje temos duas universidades, uma estadual e outra particular, uma faculdade particular. E agora também têm vindo alunos de fora para estudar no segundo grau’’, explica o secretário. ‘‘E a tendência, daqui para frente, é esse número aumentar cada vez mais, até Londrina ser de fato uma metrópole.’’
Já o reitor da Unopar, Marco Antônio Laffranchi, pensa um pouco diferente. Ele observa que o Norte do Paraná hoje tem um população estimada em cinco milhões de habitantes. E, para tudo isso, existem apenas três universidades: as estaduais de Londrina e Maringá, além da própria Unopar. ‘‘Há anos o curso de Direito (da UEL) tem uma concorrência de aproximadamente 50 candidatos por vaga. Por isso as universidades ainda não atendem a demanda’’, exemplifica o reitor. ‘‘E Londrina merece duas, três, até mais universidades. A UEL, sozinha, não podia abrir tantos cursos e atender tanta gente.’’
Para Laffranchi, no entanto, a cidade caminha a passos largos no sentido de se transformar num grande pólo educacional. E a Unopar teria, nesse processo, um papel fundamental. Ele explica: no próximo vestibular, a nova universidade estará ofertando 2,7 mil vagas, praticamente dobrando o número de vagas do ano passado. Multiplicados por quatro, e acrescentando novos cursos, em 2002 serão aproximadamente 14 mil alunos. Somando ainda os estudantes da UEL e do Centro de Estudos Superiores (Cesulon), é possível que daqui há apenas quatro anos Londrina tenha em torno de 30 mil alunos matriculados no ensino superior.
A Unopar conta atualmente com mais de três mil estudantes (2,2 mil no campus de Londrina e o restante em Arapongas) e 320 professores. A escola comemora neste ano seu 25º aniversário oferecendo 23 cursos e 36 habilitações.

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