A praça cafeeira brasileira teme os reflexos do atentado terrorista ao World Trade Center, em Nova York, tendo em vista que uma das duas bolsas que funcionavam no prédio destruído era considerada um dos principais pontos de comercialização de café, movimentando cerca de US$ 170 milhões por dia.
De acordo com o corretor santista Eduardo Carvalhaes, a bolsa de Nova York é especialista na cotação de café arábica, considerado um dos produtos de maior peso nas exportações brasileiras, uma vez que responde por 33% do mercado mundial de café.
Carvalhaes acredita que, sem a presença física da bolsa de Nova York, os negócios com o produto tendem a ficar bastante difíceis, o que pode prejudicar a movimentação de café pelo Porto de Santos. ''Os exportadores brasileiros terão dificuldade em finalizar as vendas para o exterior'', afirmou.
No final da tarde, o mercado cafeeiro respirou aliviado, com a afirmação do presidente da Bolsa de Café de Nova York de que a instituição deverá ser reaberta até segunda-feira em uma sede provisória. (AE)

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