ExpoLondrina, sinônimo de sucesso
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sábado, 13 de abril de 2013
Victor Lopes Reportagem Local 
Os produtores rurais capitalizados e os consumidores de maneira geral foram os principais responsáveis pela boa movimentação de negócios da 53ª edição da ExpoLondrina. Comerciantes, instituições bancárias e concessionárias de automóveis e maquinários estão satisfeitos com resultados obtidos na feira, que termina hoje no Parque de Exposições Ney Braga. Para eles, não importa se a venda é de um simples chapéu ou uma colheitadeira de R$ 900 mil, o que vale é o negócio fechado. A expectativa da Sociedade Rural do Paraná (SRP) é ultrapassar a movimentação econômica de R$ 355 milhões obtida na edição do ano passado.
Tanto o Banco do Brasil (BB) quanto o Sicredi comemoram a elevada procura por crédito durante a feira. De acordo com o gerente da agência Calçadão do BB, Paulo Zago, até ontem de manhã a instituição já havia prospectado R$ 90 milhões em negócios. A estimativa é que a marca de R$ 120 milhões seja atingida até o dia 19, data final em que o banco continua a trabalhar com as taxas diferenciadas. "Este bom ano pode ser justificado devido toda a conjuntura econômica, com safras recordes e bons preços das commodities. O governo também tomou algumas atitudes que movimentou a economia brasileira, como os cortes nos juros e a desonerações de forma geral", avalia ele.
Já o diretor executivo do Sicredi, Rogério Machado, explica que a cooperativa de crédito já havia fechado na marca de R$ 50 milhões até a última quinta-feira, mas que nos próximos meses deva chegar a R$ 100 milhões prospectados aqui na feira. "O volume de protocolos realizados na feira foi muito intenso. A ExpoLondrina é um ícone para o agronegócio, trazendo uma variedade enorme de equipamentos e gado de elite. Isso faz com que o produtor rural, que está capitalizado, busque fazer negócios", salienta Machado.
Entre as concessionárias, o clima era de aposta para o último final de semana da feira. O supervisor de vendas da Metronorte, Marcelo Matias, apostava na comercialização dos carros e camionetes no último dia de feira. "Devido a chuva, as vendas acabaram oscilando um pouco. Mas estamos com lançamentos bem interessantes e o produtor rural está em busca das camionetes, principalmente a S-10 e Montana", relata. O gerente comercial da Ford Tropical, Célio Roberto de Oliveira, salienta que deva atingir os 140 negócios fechados até hoje no final da tarde. "Estamos em cima da meta e vamos certamente chegar neste número. Geralmente, o maior volume de comercialização fica para o final".
No caso da Citröen, a expectativa era ainda maior. A meta de 70 carros vendidos estava 80% batida até ontem, com o objetivo de ultrapassá-la neste domingo. "Estamos com lançamentos e boas condições. Dificilmente quem está visitando nosso estande vai sair sem um carro novo hoje . Nos últimos três anos, este foi certamente o melhor deles", ressalta o supervisor de vendas da marca, Fabiano Andreatto.
No Pavilhão Internacional, os comerciantes estavam, em parte, satisfeitos com as vendas. Adalto Martins, representante administrativo da Usaflex Calçados, relata que esta é a primeira vez que a empresa participou da feira. "Achamos o evento interessante. De modo geral, atendeu nossas expectativas". O representante comercial da Faja Couros, Welinton Francisco Silva, apostava no último dia de feira. "O calor e a concorrência atrapalharam um pouco. Mas acredito que neste último momento vamos conseguir incrementar os negócios".
Máquinas
Nos estandes das máquinas, o clima era de satisfação e missão cumprida. O gerente geral da Tork, Wilson Naldi, comenta que ultrapassou a meta de venda de seis pulverizadores na feira. Segundo ele, a máquina mais barata neste caso é de R$ 200 mil e a mais cara R$ 600 mil. "As nossas condições de financiamento atraíram os produtores. Oferecemos a condição de pagamento em dez anos a juros de 3% ao ano. A nossa pulverizadora mais cara, por exemplo, sairia com o valor em torno de R$ 60 mil ao ano. Com as duas safras, fica muito fácil do produtor aproveitar esta condição."
O gerente administrativo da John Deere, Martin Strenlon, relata que a feira atingiu as expectativas. "Os anos anteriores acabaram sendo um pouco melhores. Mas o nosso trabalho não deve se limitar a este tipo de evento. Quando trabalhamos com os nossos clientes no campo, vendas em feiras como esta acabam sendo consequência."


