Experiências de sucesso
Aluno de violoncelo do Guri desde 2012, Pedro Longo Pasqualatto, hoje com 17 anos, ingressou no projeto por influência da irmã que era aluna. Apesar do pouco tempo, já faz parte do Grupo de Referência (GR) do polo de São José do Rio Preto (SP). "Com oito meses de instrumento, consegui entrar para o GR. Me ajudou muito o fato de eu ter tido aulas particulares, mas o mais importante é ter uma rotina intensa e disciplina nos estudos", conta. A evolução do garoto foi tão grande que, hoje, já ensina outros jovens que estão iniciando no projeto com aulas de repertório. "Aprender e também poder ensinar me faz muito feliz. Hoje, a música é minha vida, é o que me completa."
Com outras experiências de tocar em orquestras, como a participação recente na Filarmônica da USP, o jovem conta que para vir ao Festival de Música de Londrina está estudando, em média, sete horas por dia. "São músicas difíceis, mas este novo desafio é muito bom. Sei que será uma grande oportunidade de compartilhar informações e de muito aprendizado, pois vamos ter contato com vários professores, inclusive de outras culturas", diz ele, que também se prepara para conquistas uma vaga no curso de Bacharelado em violoncelo na Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto.
Há cinco anos no projeto Neojiba, a violoncelista Lais Tavares atualmente ministra aulas para outros jovens. Teve uma trajetória um pouco diferente da maioria dos alunos, pois já tinha formação musical quando ingressou como aluna. Mesmo assim, a entrada no projeto a fez ampliar a visão de mundo e o que entendia por música. "Sempre estudei sozinha. A prática de orquestra possibilita uma formação que agrega valores, ao mesmo tempo em que divide-se o conhecimento. No projeto, a questão social fica mais evidente. Todos aprendem e, de certa forma, dividem o que aprenderam com os outros."
Diretamente, ela tem 16 alunos que, de alguma forma, disseminam o conhecimento com outros jovens. "Todos somos conscientes de nosso papel multiplicador. O desejo dos educadores é que todos se tornem um instrumentista profissional, mas vejo que o mais importante foi o contato que tiveram com a arte. Dentro desse universo, muitos perceberam que poderiam ter uma realidade diferente, com uma perspectiva melhor." Os intercâmbios em festivais, para ela, são fundamentais para que, assim como ela, os alunos ampliem ainda mais o senso crítico. "Sempre voltamos mais estimulados e interessados em continuar estudando. É uma possibilidade de refinamento musical", finaliza. (M.T.)






