Muito mais preocupante do que deixar de ser a terceira maior cidade do Sul do País em termos de população - Londrina perdeu recentemente a posição para a cidade de Joinville (SC) - é estar mal posicionada em termos de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Usando como critério a educação (alfabetização e taxa de matrícula), a longevidade (média de vida ao nascer) e a renda per capita (PIB), este índice mede o nível de desenvolvimento humano dos países, Estados e cidades. Hoje, o IDH de Londrina coloca a cidade no 189º lugar no ranking das cidades brasileiras.
Modelo essencialmente agrícola, registrado entre 1930 e 1970, Londrina aos poucos abriu espaço para outros setores. Entre 1980 e 2000, se consolidou como pólo de desenvolvimento regional, especificamente nos segmentos de serviços, pesquisa tecnológica, saúde e ensino superior.
O desenvolvimento econômico, a expansão da área urbana e o crescimento demográfico, aliados a um novo contingente populacional caracterizado por estudantes universitários incrementaram o mercado imobiliário na década de 80, que no mesmo período destacou a indústria da construção civil.
Mas nem todo esse desenvolvimento foi suficiente para manter a cidade numa posição confortável entre as demais no Brasil. E o que está sendo feito para melhorar a posição do ranking brasileiro e oferecer uma melhor qualidade de vida aos seus moradores? Quais são os projetos para que a cidade cresça e se posicione de forma melhor no ranking das melhores cidades para se viver?
Políticas para o desenvolvimento não faltam, de acordo com os governantes. Segundo o secretário municipal de Planejamento, Sérgio Plínio, ''melhorar a qualidade de vida da população é a principal meta da atual administração''. Para isso, segundo o secretário, nos últimos seis anos os investimentos estão sendo grandes nos setores da indústria, comércio, saúde, educação, segurança e cultura.
Plínio afirma que a parceria com o governo federal ajuda a incrementar o município. ''Quando houve a possibilidade do governo federal ter a mesma linha do município, os investimentos aumentaram na cidade''.
O secretário cita que todos os índices determinados pela legislação foram ultrapassados pela atual administração. ''Se temos que destinar um índice de 15% em determinado setor, destinamos 20%''. Ele exemplifica que de cada R$ 100 recolhidos nos impostos do município, R$ 51 são destinados à saúde. ''Essa decisão foi tomada para melhorar as condições de vida da população''.
Em relação às obras, o secretário cita as da Rua Maringá, com alargamento da Goiás e as da região dos Cinco Conjuntos, onde estão os lagos Cabrinha e o Zona Norte. ''Essas obras vão colaborar com a valorização dessas regiões e, consequentemente, com a qualidade de vida dos moradores''.
Plínio considera que o trabalho precisa ter continuidade. ''Não adianta uma administração começar e outra não dar continuidade. Os resultados não serão conseguidos a curto prazo, mas a longo prazo. Os alicerces serão observados no futuro''.
Apesar dos investimentos, o secretário reconhece que ainda há o que fazer. ''Temos que não só voltar ao índice no número de população, mas também melhorar em qualidade de vida. O mais importante é que estamos buscando esse crescimento''.

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