A expansão da cidade em todas as regiões não passa despercebido. Obras, loteamentos, expansão de ruas e avenidas estão nos quatro cantos e são considerados fatores positivos do ponto de vista urbanístico. No entanto, na avaliação do arquiteto e urbanista José Luiz Faraco, doutor em Planejamento Urbano e professor da UEL, as regiões não têm vocação específica uma vez que não há fatores físico-naturais de grande destaque ou importância econômica com força suficiente que indiquem uma vocação.
  ‘‘Assim, a cidade, ao expandir-se em todas as direções, cria, em virtude da concentração de pessoas, realização de infra-estrutura e implantação de serviços públicos, as condições necessárias para a instalação das diferentes atividades econômicas, seja a indústria, o comércio ou os serviços’’, explica Faraco.
  Segundo ele, apenas o Centro da cidade tem destaque econômico porque concentra comércio e serviços e é gerador de grande número de empregos. Por isso, na avaliação do urbanista, as obras públicas devem ser direcionadas para fortalecer as chamadas ‘‘centralidades’’ de cada região para consolidar os pólos regionais.
  Na sua avaliação, são necessários investimentos no sistema de transporte coletivo, que vai facilitar a mobilidade da população, e em infra-estrutura, para estimular o assentamento de atividades econômicas. ‘‘A revitalização da área central deve ser também uma das prioridades, estimulando o uso misto, de tal forma que o uso residencial continue a ocorrer nesta região. No entanto, para consolidar o policentrismo é necessário investir em serviços públicos, em especial nos setores da saúde e educação nos diferentes pólos regionais’’, avalia.
  Para a arquiteta e urbanista Suzana Reis algumas obras – como os novos shopping centers e complexos universitários – têm transformado a cidade. ‘‘A região do Marco Zero é onde deve ocorrer a maior transformação nos próximos anos porque estava abandonada e que deverá será revitalizada com a construção do teatro municipal, de um novo shopping e do complexo de torres comerciais e residenciais’’, avalia. Segundo ela, os imóveis já foram valorizados e muitas construtoras já iniciaram projetos de edifícios.
  Suzana destaca o crescimento de todas as regiões da cidade. A Zona Norte, por exemplo, recebeu muitas melhorias e está integrada a outras regiões com boas vias de acesso e áreas de lazer como lagos, jardins, pistas de caminhada e shopping center. ‘‘A Avenida Saul Elkind tem um comércio fortíssimo e o metro quadrado é tão valorizado quanto outras regiões do centro’’, observa. Já a Zona Sul deve continuar crescendo, devido à sua valorização e espaço.
  ‘‘Nesta região encontramos problemas de grande complexidade, como a extensão e altura dos muros dos condomínios fechados, que acarretam em ruas isoladas, gerando problemas de segurança’’, diz a arquiteta. Outro problema é o das vias de acesso que não atendem ao fluxo viário. Sobre a região central ela afirma que, embora o comércio seja a força vitual, o local vem passando por um processo de estagnação, que deverá ser solucionado com a realização de projetos de revitalização da área. Como a expansão da cidade não pára ela ressalta a importância do Plano Diretor, que deve ordenar as transformações.

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