Existência de secretaria não garante recursos financeiros
A instalação de secretarias municipais específicas para tratamento de questões como a do Meio Ambiente ainda é um tabu no Brasil. Embora não possa ser chamada de novidade, a pasta não é vista como obrigatória pela maioria das administrações municipais. Tal comportamento político se reflete no número de servidores municipais à disposição de ações relativas ao ambiente. Segundo o IBGE, somente 1,1% dos funcionários em atividade têm vínculo direto com a questão no País.
A situação não é diferente em Londrina. A cidade conta com uma pasta específica para o assunto, mas o número de servidores à disposição da secretaria é ínfimo, se comparado ao quadro total de trabalhadores da prefeitura, a maior empregadora da cidade. Do total de cerca de oito mil servidores municipais, apenas 90 estão vinculados ao meio ambiente. A maior parte deles cumpre funções burocráticas. ''Para questões operacionais, precisaríamos de uma quantidade três vezes maior do que a que temos hoje'', destaca o secretário, Cleidival Fruseri.
Nas prefeituras que contam com a secretaria em questão, outro ponto em comum: geralmente, o meio ambiente é o segmento menos contemplado com recursos financeiros. Somente 18% das cidades destinam verbas específicas para o setor, e deste percentual, ínfimo 1,5% conta com fundos municipais para a garantia de investimentos mínimos.
Neste aspecto, Londrina se enquadra nos dados do IBGE. ''Temos um orçamento anual de R$ 5,5 milhões, onde estão incluídos os gastos com folha de pagamento. Se levarmos em consideração os investimentos no setor operacional, a verba cai para R$ 2,5 milhões por ano'', diz o secretário. (A.M.)





