EXÉRCITO - Um sentinela para o Norte do Paraná
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Wilhan Santin<br>Reportagem Local 
Foi 1965, quando a região Norte do Paraná já tinha cidades bem consolidadas que o Exército Brasileiro resolveu se fazer presente na região, aproveitando a boa localização geográfica de Apucarana, integrada por estradas. A Rodovia do Café - BR-376 - ligando Apucarana a Curitiba acabava de ser inaugurada, sem a pavimentação, que só viria na década de 1980, mesmo assim consolidando o município como entrocamento rodoviário devido à presença também da BR-369.
Inicialmente foi instalado um Pelotão de Infantaria, transformado em companhia três anos mais tarde. Em 24 de março de 1971, foi instituído oficialmente, por meio de decreto presidencial, o 30º Batalhão de Infantaria Motorizado (30º BIMtz).
Hoje, o batalhão reúne 600 homens e, de acordo com seu atual comandante, o tenente-coronel Wellington Lousada, 44 anos, está muito bem integrado à sociedade de Apucarana. É interessante perceber que, para os moradores da cidade, o batalhão não pertence ao Exército, mas a Apucarana, comenta Lousada.
Nascido em Niterói-RJ, o tenente-coronel conta que já atuou em todas as regiões do Brasil. Antes de assumir o 30º BIMtz, há pouco mais de dois meses, trabalhava em Brasília, no Centro de Inteligência do Exército. Também atuou no Sudão, conturbado país africano, como observador militar das Organizações das Nações Unidas (ONU). Trabalhar em Apucarana foi uma escolha pessoal. Minha esposa tem familiares na cidade e os meus filhos chegaram à idade de frequentar um curso superior, por isso optei por estar aqui, explica.
Sob a responsabilidade militar do batalhão, que responde à 15ªBrigada de Infantaria Motorizada, de Cascavel, estão 190 municípios. Contudo, a maioria dos soldados que anualmente se incorporam são de Apucarana, Arapongas e Jandaia do Sul.
Há uma previsão de, já em 2012, o batalhão mudar sua nomenclatura. De motorizado passará a blindado, com a chegada dos Guaranis, veículos blindados que a Iveco está desenvolvendo para o Exército. Na entrada, um antigo Jeep já está exposto como futura lembrança dos tempos de batalhão motorizado.


