Exercícios para a alma
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Kellen Lopes<BR>Especial para a FOLHA 
Se você é daqueles que tem vontade de parar o relógio para dar conta do número de tarefas que tem para cumprir ao longo do dia, com a agenda sem espaço para lazer e compromissos um atrás do outro, provavelmente a atividade física sempre fica para outro dia. Cuidado, o corpo tem limite.
Alimentação balanceada, atividade física, descanso e tempo para o lazer são apenas algumas atitudes que podem tornar o dia a dia menos estressante. A reportagem da FOLHA foi atrás de alternativas que podem melhorar o seu dia a dia.
O ioga é uma das atividades recomendadas para quem busca qualidade de vida. Tem uma proposta de reeducação comportamental, autoconhecimento, reeducação postural e alimentar.
É aconselhável praticar o ioga no mínimo 2 vezes por semana. De acordo com o instrutor, o iniciante vai primeiro aprender a técnica estruturante, reeducar a respiração e o corpo, diz o instrutor do Método DeRose, Hudson Mazeto. Ainda neste nível trabalha-se a flexibilidade, alongamento, tônus muscular, técnica de descontração e alguns níveis elementares de concentração. Nos níveis seguintes a complexidade é maior, exige mais concentração e meditação.
Para quem gosta de água, o Watsu (shiatsu com água) é outra ferramenta onde se trabalha o relaxamento emocional e físico. Em uma sessão de Watsu, o paciente fica em uma piscina de água quente, sem encostar os pés no chão, com o terapeuta executando uma série de movimentos lentos e prazerosos, trabalhando a musculatura e propiciando um relaxamento profundo, destaca o fisioterapeuta Tadeu Prócopio.
O Watsu é indicado no tratamento de estresse, enxaqueca, pressão alta e vários outros problemas. De acordo com Prócopio, por ser na água, promove maior proteção da musculatura e permite uma respiração mais ampla. Não existe limite de idade, inclusive bebês podem fazer Watsu.
Sou mais calma, alegre e tolerante com as pessoas. Percebi que as coisas na minha vida tornaram-se mais tranquilas depois que comecei a fazer Watsu, ressalta a contadora e professora universitária Maria Aparecida Scarpin.
A funcionária pública Célia Dohi encontrou a solução para as dores que sentia no Tai Chi Chuan. Não conseguia abrir o chuveiro de tanta dor no braço, lembra ela, que há 3 anos é assídua na aula de Tai Chi Chuan ministrada na praça Nishinomiya.
A técnica milenar chinesa propicia equilíbrio tanto para a mente como para o corpo. A professora voluntária Ana Maria Barbosa de Oliveira comenta que algumas pessoas que eram sedentárias e tinham o colesterol alto, após algumas semanas de aulas conseguiram reduzir o colesterol.
Ana Maria leva a técnica para mais de 40 pessoas, de 2ªà sábado, às 7 horas da manhã, na praça Nishinomya. A aula tem duração de uma hora. Iniciamos com aquecimento e alongamento e em seguida inicia o Tai Chi Chuan, onde os movimentos são sempre executados no ritmo da música oriental, explica a professora.


