'Ex-terminal', Bosque vivia movimentado
É só escurecer, que o Bosque de Londrina, no Centro, passa a ser evitado pelos pedestres. A cena seria inimaginável há 16 anos, quando funcionava ali o terminal de transporte coletivo da cidade. A integração ainda não existia, mas o local era ponto de referência para usuários do transporte urbano.
''O movimento no Bosque chegou a ser bem maior do que é hoje no atual Terminal Urbano. Vinha muita gente para as missas na Catedral e, ao contrário do que ocorre hoje, tínhamos que reforçar o número de ônibus aos domingos, era uma loucura'', conta o ex-chefe de Tráfego da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL), Osvaldo Ferreira de Abreu.
Até a implantação do sistema de integração, lembra Abreu, o número de linhas era reduzido, uma vez que os trajetos eram maiores. ''Tinha o Aeroporto-Cacique, Yara-Higienópolis, Brasil-Recreio, Leonor-Cervejaria, Bandeirantes-Ideal, Vila Nova-Ipiranga e Europa-Alvorada. A preocupação era fazer com que cada ônibus cruzasse a cidade''.
O comerciante Rui Rosário, 52 anos, que mantém uma banca de sorvetes junto ao Bosque há 24 anos, lembra com grande saudade da época em que o local recebia milhares de passageiros. ''Era um movimento enorme e não tinha tanto ladrão, tanto cheirador de cola como tem hoje aqui. Sempre havia guardas. Eu só fechava a banca por volta da meia-noite. Agora, já encerro às 19 horas'', recorda, acrescentando que amargou uma queda de 90% nos lucros desde o final da década de 80.(V.N.)





