Ex-mochileiro quer conforto
Cinco semanas por ano são sagradas para o empresário Alberto Veiga, 38 anos, diretor superintendente da Irmãos Thá. Ele não abre mão destes pequenos períodos de férias, espalhados durante o ano todo. Ao invés de fazer uma viagem longa, prefiro fazer uma quebra a cada 60 ou 90 dias, para desligar do mundo e recarregar as baterias, conta. Descanso merecido para quem trabalha cerca de 12 horas por dia.
Atualmente, um dos requisitos básicos em suas viagens é o conforto, mas Veiga conta que nem sempre foi assim. Já viajei muito com mochila nas costas, na época de faculdade, e foram viagens inesquecíveis, lembra. Tudo depende da fase que estamos vivendo, acredita.
Entre as preferências atuais está o esqui na neve. Pelo oitavo ano consecutivo iremos esquiar em turma numa das estações da América do Sul, antecipa. Isto sempre acontece na última semana de agosto. Entre as estações preferidas do empresário estão Portillo, Las Lenãs e Vale Nevado, além de Aspen nos Estados Unidos e Cour Maier na Itália.
Outra semana incluída no roteiro de férias é um passeio pela Disney, em Orlando. Tenho dois filhos pequenos e já fizemos este programa duas vezes, conta.
Entre as melhores viagens que já fez, ele inclui a última, realizada no mês passado. Foi uma das viagens mais interessantes e inesquecíveis, lembra. Ele foi com 16 amigos pescar no Araguaia, na Ilha do Bananal. É um programa nacional, que muito estrangeiro vêm fazer e os próprios brasileiros desconhecem, informa.
No currículo de viajante, Veiga ainda ostenta outros títulos: nos últimos três anos fez três ou quatro cruzeiros pelas ilhas do Caribe, com a mulher, além de ter ido duas vezes à Argentina.
Apesar de já ter percorrido boa parte do planeta, o empresário não pensa duas vezes para responder qual a viagem dos seus sonhos, que ainda não realizou. Nova Zelândia e Austrália, sem dúvidas, afirma.
Ele planeja sua primeira ida à Oceania para uns meses antes do início das Olimpíadas do ano 2000, quando a cidade de Sidney estiver totalmente estruturada para receber os atletas e equipes. Para mim, que trabalho em construção civil, será um prato cheio, comenta.





