A sanidade agropecuária do Paraná precisa de atenção constante. Pensando nas diversas vertentes – animal, vegetal, alimentos seguros e inspeção sanitária – é que será realizada durante a ExpoLondrina, o 4º Encontro do Sanidade Agropecuária, no dia 11 de abril, das 14 às 17 horas, no auditório Horácio Coimbra. O evento é promovido pelo Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa), Conselho de Sanidade Agropecuária de Londrina (SRL), Instituto Emater e Faep/Senar. O principal objetivo é a avaliação das ações realizadas entre 2013 e 2014 e a discussão de novas propostas para os trabalhos em 2014 e 2015.
Participam do encontro o presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Inácio Afonso Kroetz, que tratará sobre o diagnóstico e ações em sanidade, e o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, que abordará as ações do poder público acerca do tema.
Em torno de 90 membros pertencentes a Conselhos de Sanidade Agropecuária (CSA) de diversos municípios formarão mesas de trabalho para tratar de todas as ações que foram realizadas ao longo do último ano pelos CSAs, a Seab, municípios e a Adapar. Ainda será apresentado um questionário, com cerca de cem questões, em que serão avaliados, ponto a ponto, com notas de 1 a 5, assuntos como resistência a agrotóxico, falta de técnicos para brucelose e tuberculose, qualidade da água, entre diversos outros. "Precisamos levantar os problemas e tomar providências para solucioná-los. O respaldo das autoridades também é importante e por isso realizamos o encontro anualmente", salienta o diretor executivo do CSA de Londrina e presidente do Sindicato Rural Patronal, Narciso Pissinati.
O diretor cita alguns dos muitos problemas que ainda são recorrentes na cidade e também região, que precisam ser solucionados com urgência. Dentre os mais variados, ele lembra do uso indevido de agrotóxicos em lavouras, principalmente soja, comércio de carnes clandestinas e de animais doentes, problemas na inspeção de produtos derivados do leite, inclusive em feiras urbanas, manuseio de alimentos de maneira inadequada, entre outras situações.
Na avaliação das ações do último ano, Pissinati comenta que algumas situações foram solucionadas, como a indenização dada pelo governo do Estado no caso de sacrifício de animais com brucelose, acondicionamento ideal de produtos na feira livre graças a uma portaria da Prefeitura de Londrina e também o registro de alguns alimentos, principalmente defumados e embutidos. "Agora, vamos realizar uma nova rodada de debates, com diferentes demandas para o próximo período, entre este ano e o que vem", complementa o diretor.

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