Curitiba - Segundo o agente de viagem Ítalo Fantinato, da IAF Turismo, o perfil de quem passa as férias de início de ano na neve é composto por famílias ou casais de classes sociais A e B. ''Esquiar é uma prática de esporte de alto valor que chega a custar seis mil dólares a semana, com passagem, hotel e programa de esqui'', explica. Existem opções mais baratas na América do Sul, mas disponíveis no período do meio do ano.
A procura por destinos na neve não cresceu muito, mas quem foi uma vez costuma voltar. Os atrativos são grandes, com hotéis confortáveis, gastronomia requintada e piscinas térmicas ao ar livre, ao lado da neve. A paisagem enche os olhos dos turistas. E quem enfrenta problemas com o frio não tem com o que se preocupar. Dentro do hotel a calefação é tão eficiente que é possível andar de bermuda e camiseta.
Fantinato explica que as estações de esqui mais famosas estão nos Estados Unidos (Colorado e Nova York) e na Europa (França, Suíça e Itália). ''Estou com vários passageiros que irão embarcar este mês e no próximo para estes destinos. Alguns deles vão todos os anos. E quem vai junto e não gosta de esquiar, aproveita para fazer compras ou para descansar, pois o visual vale a pena. Boas opções não faltam'', conta o agente.
Para evitar problemas de atraso nos voos por conta das grandes nevascas, as decolagens são feitas em horários apropriados. Mas é necessário ficar atento, como o que ocorreu no final do ano passado, quando mais de dois mil voos foram cancelados em Nova York pelo excesso de neve. ''Raramente ocorrem cancelamentos. Isso é mais comum em cidades menores dos Estados Unidos, com aviões pequenos'', conta o agente. Mas ele dá a dica de que é necessário não ir com o dinheiro contato, pois pode ser necessário ficar um ou dois dias a mais no hotel em razão de algum cancelamento. Alterações de voos por desastres naturais não são custeadas pelas empresas aéreas.
Fantinato aconselha evitar destinos famosos exclusivamente pelas estações de esqui. Como a ocupação destes lugares é alta apenas nas temporadas de frio, a conservação dos hotéis não costuma ser boa, como ocorre em alguns destinos dos Estados Unidos (Denver e Aspen).
Para aproveitar as opções na neve, a operadora de turismo MGM resolveu criar um departamento exclusivo para comercializar estes destinos. O coordenador Carlos Alberto de Araújo explica que a procura aumentou por quem gosta de praticar o snowboard, uma espécie de surfe na neve. ''Uma revista especializada elegeu o snowboard o esporte da década. Muitas pessoas procuram opções para praticar esta modalidade e o mercado tem absorvido esta demanda'', explica. O próprio Araújo já praticou o esporte e aprova a prática. (D.C.)

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