Michelle Alves, top model
  A top model Michelle Alves, mundialmente conhecida pela beleza marcante e medidas perfeitas, teve uma rápida e intensa passagem pela UEL. Ela conquistou o primeiro lugar no vestibular de Engenharia Civil e cursou pouco mais de um ano. Os muitos compromissos profissionais a impediram de continuar estudando, mas os dias passados no campus nunca lhe saíram da memória. ‘‘Adorava o curso. Tenho vontade de voltar para a universidade, mas como estou radicada em Los Angeles (EUA), provavelmente vou fazer isso por lᒒ, revela a londrinense.
  Michelle relembra que gostava de chegar na UEL bem cedo para curtir a beleza do lugar. ‘‘Me dava uma paz muito grande’’, diz, contando que as amizades feitas na época perduram até hoje. ‘‘Sou muito grata por este convívio que tive na universidade’’, afirma a modelo, que frequentou os amplos espaços da universidade desde muito pequena com o pai, Osmar Alves, que foi prefeito do campus. ‘‘Sempre pensava que se não desse certo minha carreira de modelo, voltaria para a Engenharia. Renovei minha matrícula enquanto foi possível, até jubilar.’’

Ivan Lima, biólogo e pequisador da Nasa
  O biólogo Ivan Gláucio Paulino Lima, 31 anos, graduado pela UEL em 2002, conseguiu realizar um sonho que para muitos parece inatingível: integrar o corpo de pesquisadores da Nasa, agência espacial americana. Em março deste ano ele foi contemplado com uma bolsa de estágio pós-doutoral, e vai passar 18 meses dedicando-se a projeto que visa o isolamento de novos micro-organismos resistentes às radiações.
  Os estudos que Lima está iniciando no Nasa Ames Research Center em Moffett Field, na Califórnia, serão feitos a partir da coleta de amostras de solo nos estados do Colorado (EUA) e Jujuy (Argentina), em sítios de extração de manganês. O cientista revela que nos nove anos de formação acadêmica (1998-2006), a UEL contribuiu com ‘‘uma sólida formação científica, interdisciplinar e atualizada’’, que possibilitou sua integração em outros centros de pesquisa no Brasil, na Europa e agora nos EUA.


Marilda Mendonça Siqueira, pesquisadora da Fiocruz
  Uma das principais autoridades brasileiras em virologia e uma das responsáveis pela documentação que deverá atestar a eliminação do sarampo e da rubéola das Américas também trilhou os primeiros passos da carreira científica nos laboratórios da UEL. Marilda Agudo Mendonça Siqueira formou-se em 1976 em Farmácia e Bioquímica e tornou-se referência internacional no vírus influenza, causador da gripe. Desde 1990 ela é chefe do Laboratório de Vírus Respiratório e Sarampo do Departamento de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.
  Com pós-doutorado na área, Marilda já fez parte de vários comitês da Organização Mundial da Saúde e prestou consultorias para diversos países da América Latina. A cientista também mantém vários projetos de pesquisa com grupos internacionais, sempre com o objetivo de otimizar e disseminar o conhecimento. Marilda se revela uma apaixonada por Londrina e diz ter ótimas lembranças da UEL. ‘‘Quando estudei aí o campus ainda era um perobal, relativamente pequeno e muito bonito. Sei que continua um belo lugar’’, afirma.



Sueli Pereira Pini, juíza em Macapá e criadora do tribunal itinerante fluvial
  ‘‘Durante cinco anos, a UEL foi o meu lar.’’ Assim a juíza de direito Sueli Pereira Pini, titular do Juizado Cível Central de Macapá e contemplada com vários prêmios pelas iniciativas inovadoras de atendimento à população, resume a época em que passava o dia trabalhando na assessoria jurídica da Reitoria e cursava Direito à noite. Sueli se formou em 1982 e, no ano seguinte, mudou-se para a capital do Amapá. Lá, inspirada pela grandiosidade da floresta Amazônica e pelas necessidades de seu povo, a londrinense passou a trabalhar em modalidades itinerantes de assistência jurídica, tanto por via terrestre – em que usa um ônibus para chegar em praças públicas e nas periferias miseráveis da cidade – quanto por via fluvial.
  Sueli transformou um barco em tribunal. ‘‘Criamos esta modalidade em face à realidade da Amazônia, em que os rios são as estradas e, muitas vezes, o único meio de acesso’’, explica a filha de camponeses. Além dos muitos prêmios obtidos por seu trabalho, a ex-aluna da UEL integrou o Grupo 1000 Mulheres Para o Nobel da Paz/2005, selecionadas no mundo pelo Comitê Internacional da Fundação de Mulheres Suíças Pela Paz.

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