O trabalho sempre foi valorizado pelos imigrantes no processo de integração. Na época do levantamento do Centro de Estudos, foi considerada a população masculina acima dos 10 anos. Desses, 65,5% trabalhavam e 20,9% estudavam. Entre as mulheres, 40,7% se dedicavam às prendas domésticas; 34,9% ao trabalho; e 21,1% ao estudo. Esses números estão dentro da média brasileira.
No quesito ocupação, fica evidente a diferença entre os nikkeis e o restante da população brasileira - 66% dos brasileiros são empregados, contra 49,9% de nipo-brasileiros. A discrepância aumenta quando se trata de empregadores: 18,1% deles são descendentes e 3,47% da população em geral.
A pesquisa adotou o critério do IBGE, de dividir a população em grandes grupos, para descobrir as principais ocupações. Como nos anos 60, os sinais da migração do campo para a cidade se manifestam. Em 1958, 56% dos japoneses e descendentes se dedicavam a atividades agropecuárias e extrativas; em 1988, esse número não passava de 11,7%.
Outro dado importante verificado no período foi o aumento de nipo-brasileiros nas áreas técnico-científicas e administrativas, ao passo em que a dedicação ao comércio diminuiu. A presença das mulheres (74,4%) no setor terciário também é significante.
Na setor acadêmico, os jovens nikkeis estão ampliando cada vez mais seu campo de interesse e atuação. As profissões das áreas de atividades humanas e biológicas vêm ganhando o espaço antes reservado às ciências exatas.
Casa ou apartamento? Na hora de escolher a moradia, os nipo-brasileiros não pensam duas vezes antes de se decidirem por uma casa. No levantamento realizado em 1988, na área urbana as casas eram a opção de 87% das famílias. Outras 12% ficaram com apartamentos. No geral, cerca de 70% das famílias urbanas eram proprietárias dos imóveis em que residiam. Na Grande São Paulo, de acordo com uma pesquisa recente, o índice de imóvel próprio chega a 81%. Segundo dados do IBGE, em todo o Brasil, 64% das famílias são donas do imóvel em que moram. (E.I.)

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