O estudo desenvolvido na Adesg pelo tenente-coronel da Polícia Militar, César Vinícius Kogut, e pelo major Júlio Richter Neto, não ficou restrito às páginas da monografia. A dupla levou para o cotidiano da PM as idéias desenvolvidas no trabalho, que trata da influência da mídia sobre o medo nutrido na sociedade.
  ‘‘Paramos para entender o funcionamento da mídia e como se dá a repercussão das ações noticiadas. Assim, podíamos lidar melhor como a polícia apresenta os casos, sem que seja instaurado um medo desmedido e desnecessário’’, explica Kogut. Ele ainda comentou que a nova interação com a imprensa não se baseia na omissão de dados, mas na forma como essas informações são transmitidas, utilizando profissionalismo e imparcialidade.
  Acostumadas a comercializar pacotes turísticos para diferentes regiões do país, a turismóloga Viviane Abrahão Keide e a empresária Almary de Almeida Keide decidiram estudar o potencial turístico de Londrina e região. Para isso, lançaram mão de dados cedidos pelo professor de geografia Sérgio Sayão para atualizá-los.
  O estudo resultou na sugestão de três possíveis roteiros (Ermital-Warta, Espírito Santo e Patrimônio Regina), que oferecem, além da proximidade com Londrina, diversos atrativos gastronômicos, ecológicos, históricos e até uma pitada de adrenalina proporcionada por saltos de para-quedas. ‘‘Nossa intenção é mostrar o valor da região e possibilitar um giro econômico nestas comunidades que oferecem muitos atrativos’’, explica a turismóloga.
  O estudo ainda traça diretrizes necessárias para potencializar o turismo na região como sinalização indicativa dos atrativos, um portal eletrônico voltado para divulgar as maravilhas da região e parcerias com entidades e empresas que possam capacitar as comunidades para explorarem todo o seu potencial.
  Gisele Cabrera aproveitou os conhecimentos obtidos com a graduação em Artes Visuais para desenvolver um trabalho que envolve fotografia e resgate histórico cultural da cidade. Como resultado, ela propôs a realização de uma oficina de fotografia com o objetivo retratar os patrimônios culturais e históricos. ‘‘Dessa forma, as pessoas criariam uma identidade com cada lugar fotografado. Ainda seria possível estudar a percepção que cada um tem sobre o mesmo lugar.’’
Saúde na berlinda
  A saúde pública em Londrina também despertou interesse dos estudantes da Adesg que fazem ou fizeram parte da Autarquia Municipal de Saúde. ‘‘Por meio de questionários respondidos pelas coordenadoras do programa (Saúde da Família), conseguimos detectar os pontos onde é preciso maior investimento, geralmente devido à grande demanda do local’’, argumenta José Carlos Salvador que, com Valcir Miguel da Silva, estudou o PSF.
  Já a pesquisa desenvolvida por Maria Terezinha Carvalho e Ubirajara Zanette Mariani mostrou em percentuais e valores reais quanto cada esfera pública investiu na saúde em 2007. A pesquisa utilizou-se dos últimos dados divulgados pelo Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde- Siops. Os pesquisadores constataram que o Estado investiu 9,2% dos 12% que lhe caberia. O município aplicou 23% dos seus recursos, enquanto teria a obrigação de investir 15%. Ou seja, o poder municipal estava suprindo do próprio bolso a ausência dos recursos estaduais. ‘‘Nos propomos a entender a saúde do ponto de vista financeiro e estudar o impacto que cada esfera causa com seus investimentos, ou ausência deles’’, concluiu Ubirajara.
Serviço: Informações sobre como ter acesso ao acervo científico da Adesg na Avenida Paraná, 427, sala 805, ou pelo fone (43) 3321-1500

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