Curitiba - O mercado imobiliário ganha um impulso extra a cada início do ano, com o crescimento da procura de imóveis por pais de estudantes, que acabaram de passar em vestibulares de instituições de ensino superior da Capital e precisam se fixar na cidade. A maior demanda, sem dúvida, é para locação de apartamentos com um ou dois quartos localizados em locais estratégicos para acesso às universidades. Mas há também quem prefira comprar o imóvel, aproveitando a ocasião para fazer um investimento.
Dados do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), um dos agentes de serviço do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), em dezembro já apontavam esse crescimento sazonal. O índice de Locação Sobre Oferta (LSO) naquele mês chegou a 19,32%, três pontos percentuais acima do registrado em novembro (15,8%). Entre os imóveis mais locados na cidade estavam os apartamentos e residências de alvenaria com dois dormitórios, com LSO de 24,4% e 25,5%, respectivamente.
Este ano, de acordo com Marcia Salete Bernini, supervisora comercial da Imobiliária Galvão, a procura tem sido atípica. ‘‘Normalmente a demanda dos estudantes ocorre de dezembro a março, mas este ano foi até abril’’, diz. Entre os jovens, a maior parte é de calouros universitários, mas é comum também locação para estudantes de cursinho e do Ensino Médio, que vêm do interior do Estado para estudar em Curitiba.
O diretor comercial de Locação da Imobiliária Apolar, Michel Galeano, estima que aumente em 70% a 80% a procura de apartamentos para o público estudantil. ‘‘O IVL (Índice de Velocidade de Locação) chega a dobrar nessa época para imóveis com esse perfil’’, diz. Segundo ele, o IVL médio de 18% passa para 36% a 40%. Para atender a demanda crescente, segundo o diretor de venda de imóveis usados da Galvão, Fernando Galvão Puhl, antes do final do ano o setor de angariação de imóveis já se volta para esse mercado.
Em geral, a preferência recai sobre apartamentos de um a dois dormitórios, de preferência semimobiliados, e situados próximo às faculdades, no Centro ou em bairros com facilidade de transporte coletivo até a escola. Outra grande preocupação dos pais é com relação à segurança do local.
Segundo Marcia Bernini, da Galvão, esse tipo de locação é bastante tranquila para as imobiliárias, pois o risco de inadimplência é zero. ‘‘Quem aluga tem poder aqusitivo razoável, vai ter que pagar faculdade e aluguel, mas o risco é zero, porque o pai não vai deixar de pagar o apartamento para que o filho estude’’, diz. O aluguel de um apartamento com o perfil preferencial para estudantes, ou seja, com cerca de 110 metros quadrados e até dois quartos fica entre R$ 700 e R$ 1,2 mil, dependendo da localização.

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