Estudantes aprendem sobre espécies ameaçadas de extinção
Uma das principais funções do Cetas é complementar a formação de alunos de Medicina Veterinária, Biologia e Zootecnia da PUCPR. É possível aplicar na prática o que os estudantes aprendem na teoria, uma oportunidade rara de tratar algumas espécies ameaçadas de extinção.
As mordidas e bicadas são comuns neste aprendizado, mas isso não afasta os estagiários. Henrique Chupil, de 22 anos, aluno do curso de Biologia, já se decidiu, quer trabalhar com ornitologia (estudo das aves): ''Aqui se aprende tudo sobre animais''. Sua colega de curso, Bibiana Thon, de 21, também vislumbrou seu futuro durante o estágio no Cetas: ''Quero trabalhar com animais silvestres''.
Muitas vezes, os alunos se apegam tanto aos ''pacientes'' que têm vontade de levá-los pra casa. Ex-estagiária, a atual coordenadora do Cetas, Graziella Soresini, de 25 anos, admite a prática, mas afirma que é por uma causa nobre. Alguns animais precisam de atenção especial quando chegam ao Cetas. Filhotes de mamíferos, por exemplo, têm de mamar de duas em duas horas. Um tratamento tão delicado, só pode ser feito em casa. ''Já perdi a conta de quantas guias (licença para transportar animais silvestres) eu já fiz'', confessa.
Além dos estudantes de nível superior, alunos do ensino fundamental e médio encontram no Cetas uma oportunidade de saber mais sobre algumas espécies bastante incomuns. Neste caso, o foco é a educação ambiental, onde os jovens podem conferir os danos que o tráfico de animais pode causar à fauna brasileira. ''Já que a maioria dos animais não pode voltar à vida selvagem, que pelo menos sirvam para educar'', completa Grazielle. (A.A.)





