A Folha de Londrina convidou um estudante que tem problema de miopia para visitar o camelódromo de Londrina. O nome do estudante foi substituído a pedido dele, vamos chamá-lo de Carlos.
Carlos já usa óculos, mas o desafio proposto foi de ele encontrar no camelódromo um outro tipo que o auxiliasse a ver e substituísse o óculos atual.
O estudante foi até uma banca e pediu por algum tipo de óculos que grau que pudesse ajudá-lo a ver melhor. Como tem quatro graus de miopia, ele foi logo pegando o que tinha uma etiqueta marcando ''quatro''. Segundo o estudante, com esse par ele não conseguiu ver quase nada. '' Estava tudo embaralhado'', relata.
Experimenta daqui, testa dali. Para ajudar Carlos a avaliar com qual óculos ele enxergava melhor o vendedor abria uma Bíblia de letras pequenas e páginas amarelas para que o estudante avaliasse se as letras ficavam mais ou menos embaralhadas. Depois de experimentar vários óculos Carlos decidiu por um que, segundo ele, ''era o que atrapalhava menos''. O estudante acabou comprando o tipo que era o mais vendido, segundo o vendedor, de ''grau um''.
Para completar o teste do produto, a Folha levou o estudante com seu óculos novo para conversar com o oftalmologista Nobuaqui Hasegawa. O médico explicou que a qualidade das lentes é duvidosa. ''A péssima qualidade provoca distorções'', menciona.
Segundo o médico uma lente incorreta não chega a piorar a visão de quem busca esse tipo de produto mas em consequência aparece o desconforto visual, irritação e dor de cabeça entre outros problemas.
Os óculos vendidos no camelódromo são mal acabados, tanto que as lentes chegam a ter rugosidades, avalia Hasegawa. O médico acredita que esse tipo de produto seria vendido para ''descanso da vista''.
O médico alerta também que cada olho pode tem um grau diferente o que só pode ser descoberto com os exames feitos por oftalmologistas. Hasegawa recomenda que a melhor alternativa é procurar um especialista para investigar e encontrar a melhor lente para auxiliar na visão.

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