Estilo unia linhas retas e funcionalidade
Estilo unia
linhas retas e
funcionalidade
A arquitetura modernista é caracterizada por suas linhas retas e, principalmente, por sua funcionalidade e racionalização dos espaços. Foi idealizada no período entre as duas guerras mundiais, sendo amplamente aplicada em todo mundo no pós-guerra.
Segundo o arquiteto Salvador Gnoato, do Departamento de Arquitetura da PUC-PR, o estilo apareceu para suprir a necessidade de imóveis numa época de crescimento da população, sendo aplicado na construção de conjuntos habitacionais. Também influenciou os governos na década de 70, que construíram muitos prédios públicos e administrativos. É o caso dos prédios da Telepar, Sanepar e Copel,
Até 1940, explica, os imóveis seguiam o estilo eclético, cheio de ornamentos, executado de forma artesanal, como o Edifício Garcêz e o Palácio Avenida, ambos na Rua XV de Novembro. O pioneiro no uso do estilo moderno foi Frederico Kirchgassner, que construiu sua residência em 1930, na esquina das ruas Portugal com Treze de Maio a única no estilo tombada pelo patrimônio histórico. O modernismo também influenciou a concepção do Centro Cívico, tendo Rubens Meister como um dos idealizadores.
Depois de 1982, o pós-moderno veio como um estilo intermediário entre os enfeites do eclético e a funcionalidade do moderno com o espírito atrelado à sociedade de consumo, com objetivo de se comunicar, explica Gnoato. Exemplos desta fase são os edifícios residenciais, que passaram a ter sacadas e formas arredondadas entre outros elementos, os shoppings centers, a Ópera de Arame e o Jardim Botânico. (M.G.)





