Todo dia ela faz tudo sempre igual. Acorda cedo, com um olho no relógio e outro no guarda-roupa, veste qualquer coisa, passa rapidamente pelo espelho e está pronta para começar mais um dia de trabalho. É uma profissional muito competente, mas sua imagem não traduz suas qualidades. Para ela, aparência é coisa supérflua. O mundo que a rodeia, entretanto, não pensa assim. Na hora de fechar um contrato com aquele cliente especial ou representar a empresa em uma importante reunião, o seu visual pode descontar muitos pontos.
A personagem descrita acima é fictícia, mas esse papel ainda é desempenhado por muitas mulheres. Seja por falta de tempo e de informação, ou simplesmente por acreditar que precisam esconder (ou evidenciar) a feminilidade para competir com os homens, elas acabam se descuidando de um item tão importante quanto um bom currículo. ‘‘A imagem diz muito sobre a pessoa. Ao vestir uma roupa, ela precisa saber que está fazendo um retrato de si mesma’’, define a jornalista e consultora de moda Glória Kalil, que escreve sobre o assunto no livro ‘‘Chic. Um guia básico de moda e estilo’’, da Editora Senac.
Ao contrário do que muita gente pensa, vestir-se adequadamente para o trabalho não significa ter no guarda-roupa alguns tailleurs de cores sóbrias. Essa imagem sisuda não deve ser a única no repertório de executivas e profissionais liberais. ‘‘É que o terninho e a cor preta têm sido moda há bastante tempo’’, explica Glória, informando que o blazer está em baixa este ano. Mas não é preciso aposentá-lo, basta substitui-lo, vez ou outra.

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