ESTILO EM DOSE DUPLA - Famosos dominam lista de casais mais bacanas
PUBLICAÇÃO
sábado, 29 de março de 2008
Deborah Bresser<br>Agência Estado 
São Paulo - Cada um tem a Demi Moore e o Ashton Kutcher que merece. O casal acaba de ser eleito pela ''OK! Magazine'' o mais estiloso de Hollywood, seguido pelas duplas Will Smith e Jada Pinkett Smith, Victoria e David Beckham, Heidi Klum e Seal e Tom Cruise e Katie Holmes. Até a modelo brasileira Camila Alves e seu namorado-celebridade-gato Matthew McConaughey entraram na lista (ficaram em sétimo lugar). Inspirados pela eleição realizada nos Estados Unidos, um portal brasileiro na internet fez uma enquete para saber quais casais tupiniquins poderiam integrar uma listinha do gênero.
Está certo que o conceito de ''estiloso'' é vago, mas pela escolha dos 1.534 participantes da pesquisa on-line, o que vale mesmo por aqui é a fama. Entre os 24 casais sugeridos, o título ficou com Angélica e Luciano Huck, seguidos por Cláudia Raia e Edson Celulari. Os bonitões Julia Lemmertz e Alexandre Borges arremataram o terceiro lugar. Em quarto, ops, um casal que virou ex esta semana: Taís Araújo e Lázaro Ramos. Eles ficaram com 9,69% das preferências, mas... o casório desandou. Fechando a quinteto fantástico das duplas favoritas do público estão Nicette Bruno e Paulo Goulart.
O dois atores veteranos, aliás, figuram também entre os 30 casais que aceitaram revelar, em detalhes, tudo sobre sua história de amor para a escritora e jornalista Chris Campos. Eles lançaram o livro ''Assim te conquistei - como 30 casais encontraram o amor de suas vidas'', em que revela a intimidade dos relacionamentos de anônimos e famosos, como Bruna Lombardi e Carlos Alberto Riccelli, Marina Bandeira e Amyr Klink, Cristina e João Armentano, Cristina e Ronnie Von, Débora Falabella e Eduardo Hipolitho, Otaviano Costa e Flávia Alessandra, Glória Pires e Orlando Moraes, além de Nicette e Paulo.
''Tinha de ser uma boa história de amor e me surpreendi ao começar esse garimpo. O amor é uma coisa engraçada, todo mundo conhece alguma história boa. Tem padre que abandonou a batina, tem roqueiro que encontrou o grande amor na padaria, até histórias clássicas, como a de Nicette e Paulo'', diz Chris Campos.
Desse workshop amoroso é possível tirar uma receita de sucesso para um casamento dar certo? ''Mais do que sorte, as histórias mostram pessoas que souberam investir no relacionamento. Não só encontraram alguém com quem queriam ficar, mas souberam dar continuidade, aprenderam a cuidar da relação, deram o sangue'', explica a jornalista.
Contados em terceira pessoa, os casos de amor não se apresentam de forma linear, o que transforma as 30 histórias juntas em um grande relato de romances. Com diferentes idades, profissões e lugares, todos os personagens possuem uma coisa em comum: a certeza de terem encontrado o amor de suas vidas. ''Eles relatam momentos de crise, mas o mais importante é a vontade de que a história vá adiante. Ninguém nunca se perguntou: será que é ele, ou ela? Disso, todos estavam certos.''
Blindagem
A ciência, quem diria, pode ajudar a compreender esse mecanismo. Segundo uma pesquisa da Universidade da Califórnia, as pessoas apaixonadas se tornam mais indiferentes aos encantos de pessoas estranhas ao relacionamento, ou seja, o amor blinda os casais românticos da sedução alheia.
O experimento, divulgado pela revista ''New Scientist'', envolveu 120 estudantes de ambos os sexos em relacionamentos longos. E se o amor cega o casal para as tentações lá de fora, também funciona como venda para o parceiro. As últimas investigações sobre o funcionamento do cérebro revelaram que as pessoas apaixonadas perdem a capacidade de criticar seus companheiros, ou seja, se tornam incapazes de ver seus defeitos.
Segundo a neurobióloga Mara Dierssen, pesquisadora do Centro de Regulação Genômica de Barcelona, isso ocorre nos casos de amor romântico, que ''desativa'' a zona do cérebro encarregada do julgamento social e da avaliação das pessoas. Suprime-se, portanto, a capacidade de criticar os seres queridos.
Um casamento feliz faz bem até para a pressão arterial. Segundo um novo estudo científico, feito com 204 pessoas casadas e 99 solteiras, elaborado pela professora Julianne Holt-Lunstad, da Universidade Bringham Young, em Utah (EUA), os casados, tanto homens como mulheres, têm uma média de quatro pontos de pressão a menos do que os adultos solteiros.
No entanto, o estudo indica que os casados que possuem problemas em suas uniões carregam, em média, uma tensão maior do que os solteiros, o que é uma novidade, já que levantamentos anteriores indicavam que estar casado era sempre melhor para a pressão arterial.
Serviço:
''Assim te Conquistei..'', Editora Versar, 176 páginas


